16 de dezembro de 2009

Jesus, Um Discipulador (parte II)

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Vimos que Jesus possuía muitas virtudes na sua missão de ensinar seus discípulos. Ele também tinha paciência, muita paciência. Todos nós que exercemos o ofício de ensinar sabemos que esta é a primeira e a maior de todas as virtudes, e Jesus a tinha de sobra. Pedro foi a maior testemunha dela.

Porque quando Pedro duvidou, quase desafiando a Jesus, ele lhe disse: “Vem!  E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus”. (Mateus 14:29). Porém, quando Pedro temeu e começou a afundar Jesus não escarneceu dele. Ao contrário, estendeu-lhe a mão e ensinou-lhe que deveria ter mantido a mesma fé dos seus primeiros passos.

Quando Pedro cortou a orelha do soldado, Jesus o acalmou “Pedro: Põe a tua espada na bainha” (João 18:11). Quando Pedro promete fidelidade mesmo frente à morte, Jesus o adverte que ainda não estava preparado. “antes que o galo cante, três vezes me negarás.” (Mateus 26:34). Mais tarde, Jesus não somente o perdoou como mandou chamar seu amigo “Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro” (Marcos 16:7).

Quando Pedro desistiu “Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar.” (João 21:3) Jesus começa tudo novamente “(...) Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis.” (João 21:6). Jesus não desistiu de Pedro, antes confiou a este homem cheio de limitações uma grande missão. “Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.” (João 21:17).

O tempo já se estava acabando, mas ainda havia tempo para uma última lição: o Senhor é soberano! “Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.” (João 21:22).

Jesus tinha como objetivo claro seu sacrifício (sua principal missão) e sabia que precisaria de líderes que lhe fossem testemunha “tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (Atos 1:8). E na tarefa de formar seus futuros líderes Jesus foi incansável. Dormia com eles, acordava com eles, chorava e orava com eles. Sim, Jesus os conhecia porque decidiu investir seu tempo e sua vida àqueles homens até que fossem transformados, até que fossem capazes de morrer pelo por seu Mestre. E valeu a pena. Porque Pedro o colérico, aprendeu; Mateus o publicano aprendeu, João o pescador aprendeu ... E nunca na história se teve notícias de alguém que tendo mudado 12 homens simples mudasse também o mundo inteiro.

Hoje, Jesus não está mais entre nós, mas deixou-nos o exemplo.  Ele nos ensina que, como diria a professora Nancy Dusilek: "um líder forma líderes".  Ele também nos ensina que quem faz a diferença não é o aluno, mas o mestre! 

Portanto, se queremos formar líderes capazes de transformar o mundo haveremos de pagar o preço com tempo, com paciência, com dedicação e com muito amor para com àqueles que virão depois de nós. Precisamos fazer como Jesus, confiar em quem o Senhor nos entregar e de modo alguns laçá-los fora. Precisamos confiar no chamado e, precisamos confiar no homem.

Este é um memorial, um altar para que eu nunca esqueça. Para que no meu coração fique ecoando sempre esta mensagem: um líder forma líderes, um líder forma líderes, um líder forma ....

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado (...)” (Mateus 28:19,20)


“Que havemos de fazer a estes homens? (...) ameacemo-los para que não falem mais nesse nome [de Jesus] a homem algum. (...) Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido”. (Atos 4:16-20)

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9 de dezembro de 2009

Jesus, um discipulador!

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Quando lemos sobre a vida de Jesus encontramos vários fatos curiosos e interessantes que nos remetem a inúmeras perguntas. Uma delas é por que Jesus não foi direto para Jerusalém? Jesus tinha total consciência de sua missão; “dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10:45) então, por que a demora?

Talvez por causa dos milagres. De fato, João diz que escreveu estes sinais “para que creiais” (João 20:30,31). Mas o mesmo João afirma que foram tantos que “(...) nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem” (João 21:25). Portanto, não precisava demorar tanto tempo nos dando sinais para crermos, sinais que sequer foram registrados. Concluímos que Jesus tinha uma outra missão. Uma missão que demandava tempo e dedicação. Mas qual seria? Era algo que iria além dele (Jesus) porque dependeria de outros: Jesus precisava formar discípulos.

É interessante que Jesus escolheu pessoas simples e não doutores da lei. Qual a razão? Neste intrigante processo de recrutamento, Jesus vai à busca de pescadores, publicanos e gente sem grande “capacidade teológica”. E sua forma de recrutamento é igualmente simples: “vinde a mim” e eles simplesmente foram.  Simplesmente foram!  Porém, quando alguns descobriam quem era Jesus, avisavam a outros para o seguirem também (João 1:41). Porque mais que convidar, Jesus atraía as pessoas para si de tal modo que mesmo quando lhes perguntava se queriam ir embora, eles preferiam ficar: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6:68).

Ensinar, esse era o segredo do ministério de Jesus com seus alunos. Sua “metodologia” e “pedagogia” eram diferentes porque ele ensinava com autoridade e não como os escribas e fariseus. Não se tratava de oratória ou homilética, Jesus falava do que sabia e do que vivia, falava direto ao coração das pessoas.

Seu ensino era tão profundo que até os doutores da lei se admiravam dele. E o que ele ensinava? Ensinava mansidão (Mateus 5:3-11); ensinava obediência (Mateus 5:17-42); ensinava o amor ao próximo (Mateus 5:43-48); ensinava misericórdia (Mateus 6:1-18); ensinava a orar e perseverar na oração. O que mais Jesus fez foi ensinar. Ensinava em tempo integral, com longanimidade, com sabedoria e, principalmente, respeitando as diferenças de cada um dos seus discípulos.

Mais que ensinar Jesus se dava aos alunos.  Só um mestre como Jesus para harmonizar um sujeito colérico como Pedro, do grupo dos zelotes, com Levi (Mateus), um publicano. Os zelotes eram um grupo que queria libertar o povo da opressão romana pela força, por isso Pedro cortou a orelha do soldado (João 18:10). Por outro lado, Mateus era um judeu que servia ao império romano cobrando impostos de seu próprio povo. Por isso os judeus não gostavam dos publicanos. “(...) Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?” (Mateus 9:11). Fico imaginando aquele “seminário” e como devia era difícil administrar os temperamentos de Pedro e Mateus.  Mas, Jesus o fez.


Misericórdia. Não fossem outras qualidades essa já seria extraordinária. Jesus conviveu com um traidor durante três anos. Ao contrário do que faríamos normalmente, Jesus deu-lhe muitas oportunidades. E mesmo sabendo que furtava (João 12:6) confiou-lhe o ofício de “tesoureiro” do grupo. Definitivamente, Jesus acreditava nele, acreditava na sua mudança. Jesus sempre acredita nas pessoas.


Jesus orava. Orava muito por seus discípulos. (João 17:1-26) Ele orava de madrugada, orava antes de uma tarefa e orava depois dela. Na sua maior angústia Jesus chamou seus discípulos para orar com ele. Jesus se santificava para que também os discípulos o fossem “E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade”. (João 17:19) Jesus realmente se preocupava com a vida espiritual de seu discípulos, porque sabia quantas batalhas haveriam de enfrentar até chegarem ao ponto de morrerem pelo Evangelho. Mais não é só isso. Jesus tinha uma virtude ainda maior.


(continua...)

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29 de novembro de 2009

Benditos Sejam, Benditas Sejam!

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No segundo domingo de novembro comemoramos o dia da educação teológica. Neste, os seminaristas foram homenageados pelo seu dia. Como gratidão pelo carinho, pelo cuidado e pela visão da nossa (nossas) igreja me assisto o direito de agradecer.

Benditas sejam aquelas mãos que com dedicação, com fidelidade e com sinceridade contribuem com seus bens numa confiança de que o fazem para o reino de Deus. Benditas as viúvas que trazem as moedinhas de sua pensão no altar do Senhor. Porque é com elas que somos sustentados no seminário. Ao que digo: a vós honrarei. “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.” (Romanos 13:7)

Benditos sejam aqueles joelhos que se dobram nas noites e madrugadas para orarem pelos seminaristas. Mesmo que alguns não nos sejam conhecidos podemos sentir sua cobertura de oração quando em tantas vezes somos desafiados ou nos sentimos desanimados. Bendito sejam os que assim oram porque sabem que a luta é espiritual (e sempre será). Ao que digo: a vossa fidelidade não está oculta ao Senhor. “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.” (Atos 12:5)

Benditas sejam aquelas casas que nos recebem e nos acolhem, sejam para os almoços de finais de semana, sejam para moradia como a filhos adotivos. Que alegria é ser amado por pessoas que não conhecemos, mas se tornam verdadeiramente nossa família. Porque não só acolhem os seminaristas, mas demonstram sua misericórdia para com eles e essa lição aprendemos com os irmãos e não na faculdade. Ao que digo: guardaremos estes momentos em nossos corações por toda vida. “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.” (Hebreus 13:2)

Benditas sejam aquelas lideranças que nos acompanham, cobram e nos assistem em nossa caminhada no seminário. Às vezes é uma simples pergunta de corredor, às vezes um telefonema, um e-mail ou um recado. Porque estão preocupados não só com os nossos estudos, mas também com nossa conduta, nossas famílias e nossas dificuldades, sejam espirituais ou financeiras. Ao que digo: é bom saber que não estamos abandonados no seminário, mas que temos uma igreja que se importa conosco. “porque bem reconheço a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, dizendo que a Acaia está preparada desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado a muitíssimos.” (II Coríntios 9:2)

Finalmente, benditos sejam aqueles pastores que nos pastoreiam com alegria, sabedoria, e longanimidade. Que nos introduzem na realidade do ministério pastoral, para que não caiamos no “achismo” e cometamos menos erros quando ingressarmos nesse ministério tão difícil. Porque sei que o fazem como também lhes fizeram no início de caminhada. De graça dão o que de graça receberam. Ao que digo: obrigado por vossa paciência e dedicação. “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” (João 13:15)

Mais do que receber homenagens, penso que somos privilegiados por tão grande cuidado e atenção que temos recebido. Penso que não somos merecedores de tais homenagens. Penso ainda que, o mínimo que podemos fazer é corresponder às expectativas daqueles que nos assistem. Devemos responder ao chamado do Senhor, mas também devemos corresponder (responder com) aos nossos irmãos pela confiança que têm em nós. Honestidade, moral, zelo e gratidão são as respostam que esperam de nós. “Vós e Deus sois testemunhas de quão santa, e justa, e irrepreensivelmente nos houvemos para convosco, os que crestes.” (I Tessalonicenses 2:10)

Com Carinho,

Leo.

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14 de novembro de 2009

Nossa Granja da Igualdade

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Uma paráfrase do conto de George OrwellNuma fazenda os porcos, olhando através da janela, perceberam que os fazendeiros gozavam de conforto as custas do trabalho, do sacrifício e da vida dos animais. Os porcos chamaram a atenção dos demais bichos e considerando a injusta situação deles, propuseram uma greve para o dia seguinte (continua ...)

Líderes deveriam ser capazes de pensar com autonomia e não confiar unicamente em seus representantes. O líder precisa ser capaz de discernir com clareza, ser comprometido com o objetivo e ainda que deva delegar tarefas, antes de tudo, precisa saber que a responsabilidade é sua!

Curiosamente, nós brasileiros temos, em nossa cultura, o hábito de aderimos como esponjas os modelos de outros países, que sequer falam nossa língua.  No entanto, nos esforçamos amargamente para falar a deles.  Isso não é por acaso.  Se por um lado estes países têm demonstrado suas competências, por outro temos que observar o quanto isso lhes custou.

Também não é por acaso que nós brasileiros não temos heróis, nem mesmo nos quadrinhos, a não ser uns poucos caricatos de historietas menos importantes. Nossa idéia está na eterna esperança de que alguém venha nos resgatar, que nos venha nos fazer justiça. Até mesmo nas igrejas é esse o nosso pensamento. 

Como futuros líderes deveríamos, antes de tudo, ser capazes de perceber, discernir e escolher. Perceber o que realmente acontece; discernir entre o que é bom e o que não é; para então, escolher o melhor caminho.

No dia seguinte os fazendeiros não entenderam por que não haviam ovos, nem por que animais não trabalhavam.  Então decidiram tentar saber o motivo do motim com os próprios animais da fazenda....

Para isso, o líder cristão precisa pagar o preço de sua liderança.  Receberá sobre si o ônus e o bônus dos resultados. O líder precisa ser antes de tudo comprometido com os objetivos e não pode, em hipótese nenhuma, abrir mão deles ou pior, não saber para onde vai. Se olhamos para O alvo não nos perdemos, mas temos olhado para a flecha e por isso temos errado. Se percebermos as verdadeiras razões do que se move a nossa volta saberemos facilmente para onde estão indo e quais as suas verdadeiras intenções.

Com “justiça” os porcos foram eleitos os porta-vozes dos bichos para negociar melhores condições de vida. Tinham uma carta de intenções que fora escrita com os animais anteriormente. O item 7 dizia: Todos os animais são iguais.....
Certamente o líder precisa saber delegar, delegar tarefas e não a liderança. A não ser no caso de estar preparando um substituto.  O líder precisa ter como pré-condição a capacidade de ser liderado enquanto está em fase de treinamento.  Precisa saber trabalhar em equipe, mas também precisa assumir o risco de não fazê-lo quando necessário. 

O líder, mesmo em treinamento, precisa discernir quando deve ser conduzido por Moisés e quando assumir o risco de ser Josué.  Mesmo que tenha que se voltar contra a maioria, “democraticamente” falando.  Não confundir insubordinação com atitude, nem submissão com subserviência, ou pior, com omissão, indolência, preguiça, conformismo etc. Não podemos delegar a outros a responsabilidade que é nossa!

Após serem atendidas algumas reinvidicações, os porcos foram eleitos representantes dos bichos para receberem os benefícios. Mas, aos poucos, as coisas foram se moldando....

A questão da liderança salta aos olhos porque temos confundido alguns desses preceitos, inclusive bíblicos, e temos delegado (ou relegado) a outros aquilo que o Senhor nos confiou para fazermos. Porque Ele nos chamou de forma especial para lideramos com discernimento, compromisso e responsabilidade.

O item 7 foi o último a ser “corrigido”: “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”. No final, olhando através da janela, os animais felizes viam os porcos sentados à mesa com os fazendeiros.  E já não se podia discernir quem eram os homens e quem eram os porcos.


"Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem." (Mateus 7:6)

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31 de outubro de 2009

Uma Pergunta Teológica!

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QUEM É O DEUS DOS CRISTÃOS?

Aquele seria mais um dia comum na nossa rotina de estudos. Ao final da aula, como todo estudante de teologia, sempre temos muitas perguntas “teológicas”. Aquelas perguntas típicas de seminaristas. Foi então que meu amigo Jonathan perguntou: Leo, me responda o seguinte: Quem é o Deus dos cristãos? Não responda agora – Replicou. – Pensa com calma e depois responde.
Perguntei se poderia virar um artigo e ele concordou, sendo este o motivo deste post. Uma pergunta de suma importância! 

Antes de começar a tentar responder a pergunta é preciso, no entanto, estabelecer alguns parâmetros:

1 – Não sou teólogo, então não pretendo encontrar uma resposta definitiva para a pergunta. Mesmo que fosse, não tenho tal pretensão. Minha intenção é responder a um amigo por quem tenho grande apreço e respeito.

2 – A tentativa de resposta não é, de forma alguma, uma posição teológica da minha igreja ou denominação. Nem mesmo da teologia da academia, onde sou apenas mais um estudante ávido por respostas.

3 – Citando “Deus dos cristãos” então, me aterei a Cristo e não somente a Jesus. E mais, dentro do contexto evangélico na realidade do BRASIL.

4 - É possível ainda, que de algum modo cometa injustiça com alguma denominação cristã que não conheço. Por isso, gostaria que caso você faça comentários, que seja para nos ajudar a responder essa pergunta. Seu comentário deve levar em conta que eu sou ignorante (admito) quanto a seu credo em particular.

A tentativa de resposta tornou-se por demais inglória, ainda que restrita aos evangélicos e, somente aos evangélicos do Brasil. É algo que foge sobremaneira de uma resposta conclusiva, seja pela limitação deste autor, seja pela amplitude das possibilidades, seja ainda, pela subjetividade do tema. Temo ser impossível alguém responder com uma afirmativa. Portanto, apenas suspeito poder afirmar

QUEM NÃO É O DEUS DOS CRISTÃOS!

Se estivermos falando de Cristo, então o Deus dos cristãos não é o Cristo da cruz. Porque o que mais se fala é das bênçãos materiais e não das espirituais. Bênçãos conquistadas na cruz através da morte de Jesus. Cruz que cada um de seus discípulos deveria carregar, não somente na hora do apelo, mas na entrega da própria vida.  A cruz (a morte) de cada dia. E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. (Lucas 9:23). Não é o Cristo da cruz o Deus dos cristãos, porque não O temos seguido.

Também não é o Cristo humilde, que se humilhou a si mesmo na pior morte que se poderia pensar. Uma morte sob tortura, vergonhosa um escândalo para os Judeus. ...porquanto o pendurado é maldito de Deus... (Deuteronômio 21:23). Um Cristo que se humilhou desde o início, saindo das regiões celestiais para habitar no ventre da mulher e ali esperar nove meses para nascer na forma frágil de um bebê. Um Cristo que nasceu, viveu e morreu de forma humilde. Basta olhar às igrejas e perceberemos que o Cristo humilde não é o Deus dos cristãos.

Não é o Deus dos cristãos, o Cristo do amor e do perdão. Um Cristo que mesmo diante do mais vil pecador usava de misericórdia. E, como insistissem ... disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. (João 8:7). Que não tripudiava sobre as pessoas só porque estavam erradas. ... e não vendo ninguém mais...disse-lhe: Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou? (João 8:10). Um Cristo que olhava para o coração buscando perdoar, mas que nem por isso convivia com o pecado. ...Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais. (João 8:11). Tratando-se de misericórdia, tolerância ao pecado e julgamento, definitivamente, este não é o Deus dos cristãos.

Há ainda muito outros pontos, contudo entendo que um último aspecto seja relevante. Se considerarmos os últimos séculos, o Deus dos cristãos não é o Cristo que voltará, reinará e julgará todas as nações. Um Cristo soberano cujo nome é sobre todo nome e que diante dele se hão de se dobrar ...todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra (Filipenses 2:10). Cujo nome é exaltado por Deus pai para que, um dia ...toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR... (Filipenses 2:11). Um Cristo que estava desde o princípio que veio para os seus, mas o seus não o receberam.
Não é, definitivamente não é o Cristo da escatologia o Deus dos cristãos. Aquele que vai estabelecer o Seu reino o qual não terá fim. Porque se pensarmos bem, fazemos tantos planos pensando no futuro, querendo e “conquistando” tantas coisas, que esquecemos (abandonamos) o conceito do que sejam as almas perdidas. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia. (Lucas 9:56).

Porque temos visto um Evangelho fácil que satisfaz mais a carne e a razão (sabedoria humana) do que o espírito. Uma boa nova (Evangelho) onde o bom é a minha satisfação pessoal e do meu grupo (minha denominação).   Mas e o outro? O outro não importa. Se precisar passo por cima dele.  E o retrato mais claro disso é o tipo de liderança que tem recebido mais projeção; seja nas organizações, seja (e principalmente) na mídia. Estes (leigos e líderes) só agem como agem, porque pensam que não haverão de prestar contas a Rei dos reis. Os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos. (I Pedro 4:5).


Se possível for pensar numa resposta para a pergunta, ela vai passar, pelo menos, por duas possibilidades. A primeira é entender o Jesus histórico ligado aos conceitos de ética e moral como propôs Kant, ou ligado a tradição judaico-católica (e/ou evangélicas). Ou seja, um Jesus de uma natureza puramente humana. Mas para este conceito existem muitos indultos eloqüentes com suas legiões de adeptos. Não ousaria eu navegar nestes mares, tão pouco este conceito satisfaz à pergunta.

A segunda possibilidade é entender um Cristo experiencial. Um Cristo que transforma vidas. Que de um modo inexplicável muda o coração do homem, transformando o mais embrutecido dos homens no mais manso deles.  Um Cristo que, sem nenhuma razão lógica, diz para um marginal confesso e da pior categoria, estarás comigo no paraíso.  O Cristo, um Deus que cada um nós individualmente (eu e você) só pode explicar pelo que experimenta. Não pelo estudo teológico, pela tradição de família ou pelo conhecimento da ciência.  Porque no dia em que eu puder explicar Deus, Ele deixará de ser o meu Deus.  Porque só posso explicar pelo que não se pode explicar, mas pelo que sinto, pelo que experimento e pelo que vivo. O Deus dos cristãos!?  Esse não o conheço e suspeito que jamais venha a conhecê-lo. Mas o meu Deus, ah, esse sei muito bem quem é.  Nos falamos TODOS os dias e nosso relacionamento tem sido mais íntimo a cada dia. É o Cristo que não conheço de ouvir falar, mas que O vêem meus olhos.

Acredito que a pergunta fundamental não seja Quem é o Deus dos cristãos, mas: O QUE É O CRISTO NA MINHA VIDA? E, com muito carinho e respeito (porque és meu estimado amigo) ouso te devolver a pergunta: O que é o Cristo na sua vida? Porque é isso o que realmente importa, é isso que faz realmente diferença. Uma diferença com data de validade para toda a eternidade.

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20 de outubro de 2009

EU TENHO MEDO!

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Assisti a um filme em que uma das personagens havia arriscado sua vida por pura diversão. Indagado se não tinha medo de morrer, respondeu que não tinha medo de nada. (Continua no final do artigo...)

Diferente da personagem do filme, eu tenho medo.

Tenho medo de trair minha comunidade e de pregar aquilo que não creio. Medo de não ter a coragem de dizer que não creio mais, de não dizer que as palavras são só palavras de ordem que uso para controlar as pessoas que em mim resolveram confiar. Tenho medo de não confessar que me tornei um tirano, um aproveitador;   E, como diria o professor Osvaldo no artigo “quando os pastores são leões”,  meu medo é de um dia fazer parte da “alcatéia”1.   Tenho medo de esquecer qual é o verdadeiro “Perfil de um homem de Deus”, conforme o artigo do professor Adalberto.

Eu tenho medo de esquecer meu passado; medo de não poder olhar nos olhos de minha mãe, cuja firmeza de caráter é inconteste. De ver em seu olhar a decepção ao descobrir no que me tornei. Que desculpa lhe darei? Logo a ela que passou tudo o que passou e nunca recuou? E minha filha? Com que autoridade lhe falarei? Sim, eu tenho medo de olhar nos olhos de ambas e não poder firmar meu olhar. Tenho medo de perder o único valor que me resta, o caráter. Tenho medo de aos poucos, ficar mais preocupado com meu salário no final do mês, com os cargos, com as nomeações, com as reuniões e gabinetes, do que com o povo a quem escolhi e deveria servir.

Tenho medo de ficar “surdo” a Jesus quando me diz: “Apascenta as minhas ovelhas”. Tenho medo de, no fim, achar que as decisões e os postos que venha a ocupar são todos méritos meus. E, portanto, estão todos a meu serviço. Tenho medo de perder o amor pelas almas perdidas, de me tornar insensível ao sofrimento do outro, de tomar como mais importante matar a minha fome mesmo que custe a vida de alguém.

Tenho muito medo de Osiris me seduzir e quando eu perceber, já ter passado para “o lado negro da força”, como um “Darth Vader”. Tenho medo de tudo querer, nem que para isso me torne um Davi capaz de matar seu amigo fiel (coisa que ele não foi) para atingir seus objetivos pessoais de cobiça e desejo. Tenho medo da cobiça, do poder, dos cargos “importantes”; medo dos “valores” das denominações e dos estatutos. Tenho medo de me vender e como um Iscariotes trair a Jesus pela segunda vez.  O medo é positivo enquanto nos faz sobreviver e negativo enquanto nos paralisa.

Mas de que medo estou falando?  Do medo de ser pastor.

Porque todas as vezes que um colega de classe, um irmão ou dos professores me cumprimenta: Fala pastor! Me corre um frio de cima a baixo de puro medo.  Medo de trair, de esquecer, de me envaidecer e de me vender.  Sim, falhar é o meu maior medo!  Seria esse  um medo infundado ou sem razão?  Será uma fantasia ou fruto da imaginação?

Peço ao Senhor todos os dias que afaste “de mim a vaidade e a palavra mentirosa” para que eu seja reto no meu proceder. Peço também, que “não me dês nem a pobreza nem a riqueza”, porque se tiver muito talvez um dia, venha a negá-lo e dizer: “Quem é o SENHOR?” Ou, sendo eu muito pobre, “não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão”. Senhor não me negue estas duas coisas porque, por tudo que eu tenho visto e ouvido, confesso; Eu tenho medo.

(...continuação da primeira parte)
Vendo que o homem não temia a nada disse a outra personagem: “Quem não tem medo de nada é porque não ama coisa alguma”.

Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão. (Pv 30.7-9)
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1 alcatéia: 1 Bando de lobos. 2 Manada de quaisquer outros animais selvagens. 3 Quadrilha de malfeitores. Estar ou ficar de alcatéia: estar ou ficar de vigia, à espreita. (http://michaelis.uol.com.br/)

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20 de setembro de 2009

Que pastor que nada, eu quero é uma Hilux!

12 Depoimento(s)
Entender o ministério pastoral como profissão é o maior erro teológico que se pode cometer. Erro porque contraria a visão de Jesus, repete os mesmos erros do passado, expõe o caráter do pastor e cumprem, neste, as profecias de maldição.

Jesus, a quem chamávamos de cabeça da igreja, também era conhecido como Cristo (O ungido). Este título era a coluna principal das religiões que confessavam o Seu nome, as religiões cristãs. Mas Jesus escolheu ter uma vida simples. Ele nunca foi eleito sacerdote, ocupou cargos ou fez um trabalho relevante em sua denominação. Seu saber vinha do alto, seu sustento era a Palavra viva e sua igreja (o mundo) cabia no seu coração. Nas poucas vezes que era chamado às grandes conferências ou a presença de pessoas importantes, tinha a “agenda cheia”. Estava sempre ocupado com pobres, viúvas, coxos, cegos, leprosos e defuntos. E, nas oportunidades em que falava no templo era sempre expulso.

Também os Escribas e Fariseus cometeram o mesmo erro. Levaram a formalidade, a eclesiologia e a teologia a nível mais vil que se poderia chegar. Não compreendiam nem mesmo as mais duras advertências do filho do homem. Estavam cegos e surdos por suas empáfias, não se atinham ao opróbrio de suas vidas e suas ações assim como, também hoje, temos visto. Mas e o povo? – Eles não precisam entender. Precisam pagar bem, precisam me oferecer mordomias e regalias afinal, “fiz por merecer”. Pastor!? Que pastor que nada, eu quero é uma Hilux.

Esta visão denuncia o que realmente pensa o futuro (ou presente) ministro da “palavra”. E tudo com a aprovação das igrejas cheias de crentes vazios do Espírito Santo. Eles tornaram-se reféns da sua própria ignorância e incapazes de perceber qual seja a verdadeira intenção dos seus líderes. O maior descalabro desta situação caótica materializa-se na venda de indulgências, como também outras igrejas cristãs já o fizeram (será não aprendemos nada de bom?). Sim! Porque sabemos que existem dízimos maiores que outros; algo que nem a matemática nem a Bíblia conseguem explicar. Sim! Todos são iguais; “mas alguns são mais iguais que outros”.

Finalmente, o maior de todos os erros é não perceber que nestes futuros pastores (ou presentes) se cumprem as maldições dos últimos tempos. Esse é um motivo de grande tristeza, entretanto, é também o único que traz algum alento. Para àqueles que não perderam a visão, esse é um prenúncio da volta do Senhor Jesus (só para quem não perdeu a visão). Porque esses são os vasos de desonra que têm aparência de piedade, mas negam a eficácia dela; são estes que entram pelas casas e levam cativas mulheres néscias; são esses os doutores criados pela concupiscência de um povo, que tendo comichões nos ouvidos, não suportam a sã doutrina.

A Hilux não é UM carro, mas O símbolo. Símbolo da Alta Luxúria (Hi lux), do poder e da hipocrisia. Mas cuidado! Um dia desses ao parar no sinal, você poderá ser abordado por um sujeito maltrapilho a te pedir carona. Com medo de perder sua “preciosa” Hilux você arranca e ao olhar pelo retrovisor você verá (talvez) que era Jesus. Mas tudo bem, quando chegar àquele dia, você poderá dizer a Ele que se enganou por causa de seu vidro fumê.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. (Mt 7.22,23)
 
Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. (Mt 23.13)

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10 de setembro de 2009

Honrarás a teu pai e a tua mãe

3 Depoimento(s)
Sua vida havia se tornado o avesso de tudo que ele tinha vivido até então. Não era rico, mas nunca havia sentido falta de nada. Agora se tornara um menino muito pobre. Naquelas férias, como nas anteriores, ele só queria brincar. Vendo os meninos correndo de lá para cá ele queria ir junto, mas não podia.

Quando ela chegou, ele pediu com muita insistência: “Mãe, me compra um carretel de linha”. No fundo ele sabia que isso não mais aconteceria. Sua dura realidade; cada dia um novo desafio. Apesar de pequeno ela já entendia que seu pedido era de certo modo egoísta.

Novo dia, nova manhã. Lá vai ela para o trabalho, com as recomendações de sempre. Tem que ser assim, quando a vida impõe que um menino de nove anos cuide de seus irmãos ainda mais novos.

Corre pra lá e pra cá, pipa vai e pipa vem e o menino sonha. Mas de repente, surge uma oportunidade. Um garoto esquece sua lata de linha junto à cerca para correr atrás da pipa. Como não podia sequer sair de casa, ele aproveita para pegar aquela tentadora lata de linha. Que maravilha! Pensava consigo. Finalmente vou soltar pipa amanhã. De algum modo, mesmo sem ser cristão, ele sentia que algo não estava bem, mas a alegria daquela lata cheia de linha era demais.

Só à tarde ele aprenderia uma lição que jamais esqueceria. Depois de uma dura correção física, teria obrigatoriamente que chamar o dono e lhe devolver o que pegou e pior, pedir desculpas. Isso doeu mais que a surra que levou. Após devolver o furto e pedir desculpas, aquela noite marcaria seu pior temor para o resto da vida. Numa conversa franca e amiga sua mãe lhe disse: “Meu filho, roubar é errado não importa o que seja. Quem rouba um centavo ou um milhão é ladrão do mesmo jeito”.

É curioso como algumas coisas marcam nossas vidas para sempre. Mesmo assim às vezes esquecemos. Já adultos às vezes cometemos os mesmos erros do passado. E tem sido assim neste tempo. Muitos acham que está tudo bem se pegar só uma pequena parte. Ninguém vai notar mesmo. Começa com a caneta do escritório. Mas é só uma caneta. Ninguém vai dar falta. De peça em peça, de justificativa em justificativa vamos furtando, nos apropriando daquilo que não é nosso.

E nós, crentes em Jesus? Temos dado o exemplo? Quando eu ainda não era crente sempre achava estranho como os crentes nunca levavam vantagem. Fosse o que fosse sempre agiam do mesmo modo. Não colavam na escola, não pegavam nada que não lhes pertencesse, nem faziam uso do “achado não é roubado”. Se é saudosismo não sei, mas que sinto falta, sinto. Hoje furtamos e trapaceamos descaradamente. Pior, em nome de Deus. De Deus? Se é para louvar ao Senhor vale música pirata, programa de computador pirata, vídeo, DVD, foto e sei lá mais o quê. Tudo pirata.

Sempre tem quem diga: Mas não é para obter lucro então não é pirataria. Não!? Como é isso? Só dói nos outros? E se seu sustento dependesse de um trabalho que outro copiasse e você não recebesse nada? Aí o irmãozinho te diz: “... eu gostei tanto do seu trabalho que resolvi ‘abençoar’ um outro irmão mais pobre que não tem como comprar. Eu não tive lucro então está tudo bem”. Será que está? E Deus como fica? O que Ele diz?

Tenho um amigo que não é crente e tem muita curiosidade a respeito do que seja ser cristão. Ele tem muitas posses, é muito culto e inteligente. Mas apesar de não temer a Deus, pauta sua vida num procedimento correto diante das leis e dos homens. Não é fácil falar de Jesus para ele, que dirá dos cristãos. Entendo o Senhor Jesus quando diz “porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração que os filhos da luz” (Mt 16.8b). Ao final dessa parábola os fariseus também zombaram de Jesus (Mt 16.14). Mas Jesus lhes disse: “Vós sois os que justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações” (MT 16.15a).

Eu confesso. Também eu caí nesta armadilha. Trabalhando com informática dizia em meu coração: preciso estar atualizado, se não fico fora do mercado. Não tenho como comprar, é muito caro. Dois grandes enganos. Sempre tive como comprar; o dono do ouro e prata está com os que o temem. Não é estar por dentro das novidades que me mantém no mercado; mas a Palavra que vem da boca de Deus. O problema é que nunca perguntei ao Senhor; preciso realmente desse programa no meu trabalho? Se for assim, me ajude a adquiri-lo sem envergonhar o Teu nome.

Como Cristão a pior ofensa para mim é ser chamado de ladrão. Se de tudo nada se aproveitar, fica o quinto mandamento. Não envergonharei o nome de minha mãe sendo chamado de ladrão. Portanto, o oitavo mandamento “não furtaras” (Êx 20.15) está diretamente ligado à promessa do quinto, “para que se prolonguem os teus dias sobre a terra” (Êx 20.12b). Porque furtar também é desonrar o teu pai e tua mãe, ainda que em memória.

(Obrigado professor Adalberto)

Leonardo Martins.


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