Mostrando postagens com marcador Profecia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Profecia. Mostrar todas as postagens

8 de outubro de 2018

Não haverá sangue em minhas mãos

0 Depoimento(s)

CARTA ABERTA AOS PASTORES E IGREJAS QUE APOIAM BOLSONARO 

Por Hermes C. Fernandes (@hermesfernandesreal)

Resultado de imagem para sangue nas maos
Senhores (as) líderes evangélicos, graça, paz e discernimento!

As eleições se avizinham, e boa parte dos pastores de nosso país tem manifestado seu apoio à candidatura de Jair Bolsonaro. A maioria alega ser ele o que melhor representa os anseios do povo evangélico, principalmente devido ao seu discurso favorável à família tradicional e aos valores morais tão caros ao cristianismo.

De repente, sinto-me como se houvesse viajado no tempo e revivesse os dias da guerra fria, quando o mundo se via ameaçado pela eclosão de uma guerra nuclear envolvendo as duas potências mundiais: A União Soviética e os Estados Unidos. Colegas vociferam de seus púlpitos sobre o perigo do comunismo que ronda a nossa sociedade. Pergunto-me em que mundo estamos vivendo, afinal? Qualquer um que levante sua voz a favor do pobre, do excluído, do oprimido, logo é tachado de esquerdopata, comunista, "agente do inferno", e coisa parecida.

Os senhores já pararam para se perguntar sobre o que estaria por trás deste discurso ultraconservador? Há uma onda conservadora varrendo a Europa e os EUA, suscitando velhos rancores contra os imigrantes, os homossexuais, as minorias, a classe operária, etc.

No meio desta avalanche de intolerância, eis que uma voz destoante se faz ouvir mundo afora. Não de um pastor como foi nos dias de Luther King nos EUA, ou de Bonhoeffer na Alemanha, mas de um Papa, líder da instituição mais conservadora do mundo. Por ironia, justamente o primeiro Papa latino-americano se levanta contra tudo e contra todos os que insistem em ressuscitar um discurso que há décadas parecia ter sido abandonado e enterrado. Enquanto isso, a igreja evangélica, que por tanto tempo esteve na vanguarda na luta pelos direitos humanos passa a se aliar com o que há de mais retrógrado e ultrapassado. Que vergonha! Tudo em nome de nossos escrúpulos moralistas.
Conseguiram a façanha de diluir o puro Evangelho da graça num discurso de ódio e intolerância.
Esquecemo-nos dos colegas que foram perseguidos, torturados, e, alguns até mortos e desaparecidos, durante o regime militar. Justificamo-nos no fato de que o tal candidato defenda os mesmos valores. Será que ser a favor da tortura soa menos cruel quando se é contrário ao aborto? Será que ser a favor do armamento da população condiz com o que foi ensinado por Jesus? Afinal, bem-aventurados são os pacificadores ou os que pretendem armar a população? Ser pela família tradicional abona a conduta de quem se revela contrário aos direitos trabalhistas conquistados a duras penas? Se você, pastor, é contra tais direitos, recomendo que não aceite mais dízimos de décimo-terceiro ou de férias de seus membros.

Não ajamos como o profeta Natan que encorajou a Davi a construir o templo, afirmando-lhe categoricamente que Deus o havia escolhido para aquela empreitada. Porém, o Senhor não o tinha autorizado a fazer tal coisa, de modo que, mesmo constrangido, teve que retornar ao rei e dizer-lhe a verdade. Por causa do sangue que havia em suas mãos, Deus não o designou para edificar Sua casa, ainda que já houvesse levantado todos os recursos para tal, e recebido do Senhor a planta, caberia ao seu sucessor tocar a obra.

Quem somos nós para abençoar o que Deus não abençoou? Quem somos nós para encorajar o que contraria frontalmente a Sua vontade?

Sei que muitos alegarão que tudo não passa de manipulação da mídia esquerdista. Mas basta assistir aos inúmeros vídeos de discursos e entrevistas do candidato para verificar que exatamente assim que ele pensa. Ele mesmo afirma que o trabalhador terá que escolher entre ter seus direitos assegurados ou o emprego. Ele é quem diz com todas as letras que o Estado não é laico, mas cristão e que as minorias terão que se dobrar à vontade das maiorias. Ele diz que seria incapaz de amar um filho homossexual e que a homossexualidade é falta de p*rrada na infância. Diz que não empregaria uma mulher, já que esta engravida. Diz que educou seus filhos para que jamais namorassem negras. Diz que em seu governo os índios não receberiam nem mais um centímetro de terra. Se ele é a favor da família tradicional, por que disse que usava o apartamento para "comer gente"? Como defender quem diz que uma mulher não merecia ser estuprada por ser feia? Como apoiar quem defende o uso da tortura se somos seguidores de um Cristo torturado e morto numa cruz? Como apoiar quem diz que ordenaria que helicópteros metralhassem uma favela se os criminosos não se rendessem? Será que na favela só mora bandido? Com que cara visitaremos os presídios para pregar o amor de Cristo depois de apoiar que tem como slogan "bandido bom é bandido morto"?

O sangue de toda uma geração poderá cair em nossas mãos!

Se você é pastor de uma pequena congregação, talvez esteja indo na onda de grandes líderes que já manifestaram seu apoio a Bolsonaro. Não seja ingênuo. Muitos deles o fazem, não por convicção, mas por conveniência, movidos por interesses nem sempre louváveis (alguns até sórdidos).

Lembre-se de quem nos considerou fiéis, pondo-nos em seu ministério (1 Timóteo 1.12), e que um dia, teremos que prestar contas (Hebreus 13.17).

Por isso, deixo aqui uma recomendação que deveria perturbar o sono de todos os que levam a sério o ministério pastoral:

"Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho." 1 Pedro 5.2,3
Não compete a pastor algum dizer em quem seu rebanho deve votar. Mas compete-nos instrui-los a reconhecer os riscos por trás de todo discurso de ódio e intolerância.

Jesus disse que enquanto o bom pastor dá a vida pelas ovelhas, o ladrão, ao ver o lobo, foge e deixa suas ovelhas à mercê do perigo. Portanto, cumpramos nosso papel. Pois cuidar das ovelhas que nos foram confiadas é a melhor maneira de dizer: TU SABES QUE TE AMO, SENHOR.


Diante desta carta do pastor Hermes C. Ferandes examinei minha vida e meu jovem ministério. V Então, veio a mim a palavra do Senhor dita a Ezequiel.

Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte.
... quando o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá; visto que não o avisaste, no seu pecado morrerá, e suas justiças que praticara não serão lembradas, mas o seu sangue da tua mão o requererei. (Ezequiel 3.17 e 20)
Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.

Ezequiel 3:18
  Quando o justo se desviar da sua justiça, e praticar a iniquidade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá; porque não o avisaste, no seu pecado morrerá e não serão lembradas as suas ações de justiça que tiver praticado; mas o seu sangue, da tua mão o requererei.” (Ezequiel 3,17 e 20)

Todavia, eu direi ao Senhor naquele dia em que há de me pedir contas: Não há sangue em mãos. Elas estão limpas tanto do sangue do ímpio quanto do sangue do justo. Eu cumpri zelosamente o ministério que Tu me confiaste.

30 de março de 2018

Páscoa: Bandido Bom é Bandido Morto!

1 Depoimento(s)
Páscoa: A paixão de Cristo
A elite religiosa, movida de profunda inveja, subornou um dos amigos de Jesus, contratou o exército romano para prendê-lo e o julgou num tribunal de exceção sem qualquer direito à defesa.

Sem legitimidade para matá-lo, os religiosos o enviaram a Herodes, um rei ilegítimo, que o mandou de volta. Não satisfeitos eles apelaram à Suprema Corte Romana. Pilatos, um legislador-juiz frouxo, não viu culpa no hebreu, mas mesmo assim mandou castigá-lo imaginando que isso arrefeceria o ódio dos seus compatriotas. Isso não era suficiente! Eles queriam sangue. Ameaçando jogar Pilatos contra César, eles pediram a crucificação de Jesus: morte com requintes de crueldade.

Mesmo sendo inocente, Jesus foi condenado pela lei do Império, atendendo ao apelo da ingrata multidão que gritava: “Crucifica-o! Crucifica-o!”. As mesmas pessoas que há poucos dias o chamavam de rei; a mesma gente que tantas vezes ele ajudou, passou a odiar Jesus: o único que realmente se importava com os mais pobres.

E foi assim, que o Filho de Deus, sendo inocente, salvou a humanidade por sua morte: Invejado pelas elites, traído por seus amigos, preso coercitivamente, julgado sem defesa, torturado sem culpa, condenado pelo Império e morto a pedido da multidão. Foi assim que o amor venceu o ódio!

Feliz Páscoa! Feliz bandido bom é bandido morto!

Referências Bíblicas:
Mateus 26.47 – 27.31;
Marcos 14.43 – 15.19;
Lucas 22.47 – 23.25;
João 18.1 – 19.16;
João 3.16-17.

24 de fevereiro de 2015

Os sete mergulhos de Naamã!

0 Depoimento(s)
A “moda” são os sete mergulhos de Naamã? Que história é essa?


Naamã, capitão do exército do rei da Síria, estava leproso quando soube pela pequena escrava israelita que havia um profeta em Israel que poderia curá-lo. Ao chegar à casa de Eliseu ficou à porta. “Então este mandou um mensageiro dizer-lhe: ‘Vai lavar-te sete vezes no Jordão e tua carne te será restituída e ficará limpa!’”

“Naamã, sentindo-se insultado, retirou-se reclamando: ‘Ora, porventura os rios de Abana e Farfar de Damasco não são melhores do que todas as águas de Israel?’”

Após ouvir um sábio conselho, ele foi, mergulhou sete vezes e ficou curado. Cheio de gratidão Naamã voltou e insistiu com Eliseu para que recebesse as muitas e preciosas ofertas que havia trazido, ao que respondeu convicto Eliseu: “Vive o Senhor, em cuja presença estou, que não a aceitarei.”

Mas será que não podia? Pelo menos uma ajudinha “pro café”!

“Quando Naamã já estava a certa distância, Geazi, o servo de Eliseu, o homem de Deus, protestou: ‘O meu senhor poupou este sírio Naamã, negando-se aceitar dele alguma gratificação do muito que trazia! Tão certo como vive o SENHOR, irei atrás dele e receberei dele alguma recompensa!’”

Correu e, alcançando o Naamã, mentiu dizendo que Eliseu precisava de alguns bens para visitantes inesperado recém-chegados a casa de Eliseu. Em casa, Eliseu confrontou o servo mentiroso e ganancioso: “Certamente este não era o momento para receberes prata e roupa, tampouco para cobiçares olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas!”

Resultado? Disse Eliseu: “‘Por esse motivo a lepra, a enfermidade que assolava a pele de Naamã, atingirá a tua pessoa e todos os teus descendentes para sempre!’ E assim Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso, e seu corpo parecia coberto de neve.”

Essa é a historia de Naamã segundo o livro de 2 Reis no capítulo 5. Qualquer coisa diferente disso, não está na Bíblia.

21 de junho de 2014

Emoções são más conselheiras

2 Depoimento(s)
Direto da sala da EBD. A pergunta desconcertante era: “Hananias cria mesmo na profecia que ele fez?”

Em primeiro lugar, os títulos da Bíblia (de todas) foram criados depois dela estar pronta (depois do Cânon). Portanto, chamá-lo de falso profeta é título e não texto bíblico.

Em segundo lugar, a pergunta era temporal, isto é, não anacrônica. A leitura e interpretação da bíblia costuma ser quase que 100% vezes anacrônica. Ou seja, o leitor, já conhecedor dos resultados, analisa os erros dos envolvidos quando eles não tinham a menor certeza do que iria acontecer.

Ora, Hananias repetiu a profecia de Jeremias, mas ... sutilmente divergiu dele quanto aos anos de cativeiro. Enquanto Jeremias havia profetizado setenta anos de cativeiro na Babilônia, Hananias falou em dois anos.

Jeremias: “Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de babilônia, e esta nação, diz o SENHOR, castigando a sua iniqüidade, e a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas.” (Jr 25,12)

Hananias: “Depois de passados dois anos completos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os utensílios da casa do SENHOR, que deste lugar tomou Nabucodonosor, rei de babilônia, levando-os a babilônia.” (Jr 28,3).

Antes de julgarmos o segundo profeta como falso, termo que, repito, não está na Bíblia, é preciso atenção à resposta do próprio Jeremias. “Disse, pois, Jeremias, o profeta: Amém!” (Jr 28,6). Amém quer dizer, assim seja, portanto Jeremias está concordando com a profecia de Hananias e não o desmentido.

O contexto de Judá sob quem a profecia se refere, era péssimo. O Reino do Norte já havia sido destruído e o Reino do Sul (Judá) estava sob o controle do rei da Babilônia, Nabucodonosor (cap. 25-27).

Jeremias não é conhecido como o “profeta chorão” por acaso. Ele tinha grande tristeza em seu coração por causa do grande sofrimento de seu povo. Ver duas gerações no exílio, 70 anos, era muito triste e certamente ninguém desejava isso; nem o rei, nem o povo, nem os profetas Jeremias e Hananaias. Por outro lado, muitas vezes o Senhor “mudou de ideia” diante do arrependimento de seu povo e até de outros povos, como os Ninivitas, por exemplo (livro de Jonas). Além disso, recentemente o Senhor havia livrado Judá da destruição certa de uma forma milagrosa (2 Rs 19) e todos sabiam disso. Mas havia uma diferença, Jeremias era prudente:

“Os profetas que houve antes de mim e antes de ti, desde a antiguidade, profetizaram contra muitas terras, e contra grandes reinos, acerca de guerra, e de mal, e de peste. O profeta que profetizar de paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, será conhecido como aquele a quem o Senhor na verdade enviou.” (Jr 28,8-9).
Ora, todos os profetas antes dele profetizaram de males e pestes, agora Hananias profetizava de prosperidade, então somente se a profecia se cumprisse era vinda do Senhor.

Infelizmente, aquela notícia boa, a qual todos queriam ouvir e trazendo alegria aos corações era apenas movida pelos sentimentos e percepções do profeta Hananias. Suas emoções o levaram a mentir em nome de Deus e trazer grande sofrimento ao povo. Ao quebrar jugo de madeira, que o Senhor mesmo havia mandado, acabou por piorar a situação de Judá.

“E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo; e ainda até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam. E todas as nações servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho ... E acontecerá que, se alguma nação e reino não servirem .. e não puserem o seu pescoço debaixo do jugo do rei de babilônia, a essa nação castigarei com espada, e com fome, e com peste, diz o SENHOR, até que a consuma pela sua mão” (Jr 27,6-8).

E foi isso que fez Hananias, rejeitou o jugo: “Então Hananias, o profeta, tomou o jugo do pescoço do profeta Jeremias, e o quebrou.” (Jr 28,10).

E disse ainda, “Assim diz o SENHOR: Assim, passados dois anos completos, quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei de babilônia, de sobre o pescoço de todas as nações.” (Jr 28,11).

Diante destas palavras e sem a certeza de qual seria o veredito do Senhor Jeremias decidiu ir embora. Jeremias não contendeu com Hananias, antes foi prudente e, ao ser confrontado, fez silêncio. Mas a dúvida não ficaria em seu coração, o Senhor não mudaria de ideia, não desta vez. Agora o jugo seria de ferro, a morte e a peste viriam por causa da desobediência do povo que decidiu dar ouvidos a Hananais, ou melhor, às suas próprias emoções.

Ainda que tenha dito amém preferiu ouvir o Senhor a ouvir o seu coração. Por mais dura ainda que fosse a mensagem de Deus, Jeremias ficou com ela. (Jr 28,13-14).

Hananias fez com que o “...povo confiasse em mentiras.” (Jr 28,15). Mentira, essa é a palavra descrita na Bíblia e não “falso”.

Numa sociedade tão embrutecida como a nossa, é claro que emoções (boas) são mais que bem vindas. Mas quando se trata da Palavra de Deus, as emoções não são boas conselheiras. No caso de Hananias custou-lhe a vida. “E morreu Hananias, o profeta, no mesmo ano, no sétimo mês.” (Jr 28,17).

Quanto à pergunta “Hananias cria mesmo na profecia que ele fez?” a resposta está diluída no corpo do texto. Examine a Bíblia e o texto com cuidado e encontre você mesmo a resposta.

Nossa gratidão ao professor Walmir da igreja do Méier por suas considerações.

13 de janeiro de 2014

Pastores Psicopatas

0 Depoimento(s)
Por: Hermes C. Fernandes

Uma das profissões que mais atraem psicopatas é a de pastor. Pelo menos, segundo os estudos do psicólogo Kevin Dutton, autor do livro “A Sabedoria dos Psicopadas: O que santos, espiões e assassinos em série podem nos ensinar sobre o sucesso”. Dutton conta que psicopatas nem sempre são pessoas conturbadas como muitos acreditam. “Quando psicólogos falam sobre o termo psicopatia, eles se referem às pessoas que têm um conjunto distinto de características de personalidade, que incluem itens como destemor, crueldade, capacidade de persuasão e falta de consciência e empatia”.


Geralmente, os psicopatas são dotados de charme, simpatia, carisma, capazes de impressionar e cativar qualquer pessoa com invejável destreza. Ninguém imagina que por trás de seu jeito educado, inofensivo e gentil se esconde alguém desprovido de consciência, capaz de atitudes cruéis e desumanas.

Um pastor psicopata assume uma personagem performática quando sobe ao púlpito. É capaz de encenar os papéis mais dramáticos como se estivesse num teatro. Em questão de segundos, transita entre a tragédia e a comédia, provocando lágrimas e gargalhadas com a mesma desenvoltura. Mas tudo não passa de fachada para disfarçar sua astúcia.

Não se trata de um louco varrido, mas de alguém que vive na fronteira entre a sanidade e a loucura, mas sem perder o controle.

Suas maiores habilidades são mentir, enganar, ludibriar, trair, sem sequer sentir-se culpado ou envergonhado. Trapaceiam, difamam, traem, abusam de autoridade, roubam, e sentem-se confortáveis com isso. A única coisa que não admitem é serem desmascarados. Não pela vergonha que passariam, mas porque isso os impediria de continuar enganando.

Cinicamente, se aproveitam da dor alheia para se locupletar. São verdadeiros predadores soltos na sociedade à procura de pessoas vulneráveis que caiam em sua lábia.

Psicopatas gostam de ser o centro das atenções. Por isso, sempre buscam oportunidade para roubar a cena. Querem estar em evidência a qualquer custo. Ainda que isso custe o sofrimento de outros.

Algumas das principais características do psicopata são:

1 – Carisma: Tem facilidade em lidar com as palavras e convencer pessoas vulneráveis. Por isso, torna-se líder com frequência. Seja na política, na igreja, no trabalho ou até na cadeia.

2 – Inteligência: O QI costuma ser maior que o da média: alguns conseguem passar por médico ou advogado sem nunca ter acabado estudado para isso.

3 – Ausência de culpa: Não se arrepende nem tem dor na consciência. É mestre em botar a culpa nos outros por qualquer coisa. Tem certeza que nunca erra.

4 – Vanglória: Vive com a cabeça nas nuvens. Mesmo que a sua situação seja de total miséria, ele só fala de suas supostas glórias. É do tipo que come sardinha e arrota caviar.

5 – Habilidade para mentir: Não vê diferença entre sinceridade e falsidade. É capaz de contar qualquer lorota como se fosse a verdade mais cristalina. Algumas vezes acredita em sua própria mentira.

6 – Egoísmo: Faz suas próprias leis. Não entende o que significa “bem comum”. Se estiver tudo bem para ele, não interessa como está o resto do mundo.

7 – Frieza: Não reage com sinceridade ao ver alguém chorando ou sofrendo.

8 – Parasitismo: Quando consegue a amizade de alguém, suga até a medula.

Infelizmente, algumas destas características têm sido fartamente encontradas em líderes religiosos, vitimando milhares de pessoas com suas artimanhas.

Os pastores psicopatas se apresentam como líderes atenciosos, polidos, cheios de amor, porém, sua intenção é a pior possível. Por fora, sempre impecavelmente vestidos, beirando ao narcisismo. Por dentro, um trapo imundo. Por trás de seu carisma sedutor, um mentiroso contumaz, um manipulador calculista. Sempre agem prevendo a reação de quem pretendem vitimar. Para eles, a vida não passa de um tabuleiro de xadrez. Se alguém se puser em seu caminho, passam como rolo compressor, sem dó nem piedade.

Quem os vê chorar em suas performances de púlpito, não imaginam o ser frio que se esconde por trás daquela capa. Se flagrados, jogam com as palavras e os gestos para tentar inverter o jogo a seu favor. Sabem como se passar de vítima sem deixar rastro. Estão sempre cercados de cúmplices que se deixam ludibriar por seus convincentes argumentos, sendo capazes de colocar sua mão no fogo por seus líderes.

Cerque-se de todos os cuidados necessários. E não seja negligente com a sua família e aqueles a quem você ama. Todos podem estar correndo perigo. Ninguém jamais imaginou que Jim Jones fosse um psicopata que levaria mais de 900 fiéis ao suicídio de uma só vez. Portanto, antes de submeter-se a uma liderança, verifique seu histórico. Veja se tem o respaldo de sua família. Se não é adepto do emocionalismo barato e manipulador.

Uma palavra aos líderes: seja prudente e não se precipite em ordenar alguém ao ministério. Observe-o exaustivamente. Verifique sua conduta em casa e fora da igreja. Cuidado para não colocar uma bomba relógio em posição de liderança na igreja. As estatísticas dizem que um em cada 25 brasileiros se enquadra neste perfil psicológico. Então, não custa nada redobrar a vigilância.

Aviso aos pais: adolescentes são sempre mais vulneráveis a este tipo de liderança extremamente carismática, mas sem escrúpulo e compromisso com a ética. Procure saber a quem seus filhos estão seguindo. Há casos em que pastores jogam os filhos contra os pais, exigindo deles absoluta obediência.

Não seja cúmplice de um pastor psicopata. Se verdadeiramente se importar com ele e seu séquito, tente convencê-lo a buscar ajuda psicológica. Se ele se recusar, denuncie-o. Antes que seja tarde demais...

Fonte: http://vigiai.net/articles.php?article_id=5940

3 de julho de 2013

Menores!? Por quê?

0 Depoimento(s)
Os profetas bíblicos se dividem basicamente em dois grupos para efeitos de estudo, profetas maiores e profetas menores. Esta divisão está relacionada à quantidade de escritos de cada profeta e não ao tempo em que viveram. Assim, temos vários profetas contemporâneos separados em livros distantes uns dos outros.

Os profetas chamados maiores apresentam um rico material de estudo, contudo há certa “injustiça” no valor dado aos profetas chamados menores. Seus escritos intensos e cheios de vida pulsante saltam entre linhas e palavras escolhidas cuidadosamente, quase sempre, em meio a perseguições e lutas pela própria vida.  Vida que corria em fuga. “Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo”. (Hb 2,2).

A clareza destes profetas é de impressionar, principalmente quando o opressor era do seu próprio povo, fossem eles líderes, sacerdotes ou profetas. “Os seus chefes [cabeças]* dão as sentenças por suborno, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao SENHOR, dizendo: Não está o SENHOR no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá”. (Mq 3,11)

As vísceras da injustiça são expostas como só assertivas poéticas podem mostrar. “Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de Israel, e por quatro, não retirarei o castigo, porque vendem o justo por dinheiro, e o necessitado por um par de sapatos [sandálias]**” (Am 2,6).

Na economia das palavras não há nenhuma economia da dor, da luta, da injustiça ou das transgressões sofridas. E, mesmo quando o assunto é era o relacionamento com Deus, estes profetas sabiam muito bem o que e, principalmente, como expor aquilo que o Senhor verdadeiramente quer de cada um de nós, de cada ser humano e do seu povo em particular. “Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembleias solenes não me exalarão bom cheiro. E ainda que me ofereçais holocaustos, ofertas de alimentos, não me agradarei delas; nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais gordos. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas violas. Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como o ribeiro impetuoso”. (Am 5,21-24)

A leitura atenta dos profetas chamados menores é um convite à percepção clara, direta e prática das vicissitudes em que viviam. E mais, é um desafio a “escavar” outros tesouros ainda mais raros e profundos escondidos entre as frases e palavras. Portanto, a tarefa destes homens diante dos desafios e a riqueza de seus escritos nos leva a perguntar. Profetas menores? por quê?

* Explicação nossa. ** Tradução nossa.

16 de março de 2013

Texto áureo da Bíblia: João 3:17 – para cristãos

0 Depoimento(s)
Se alguém perguntar a um cristão qual o texto áureo da Bíblia, João 3,16 ganha disparado.

De fato é um dos poucos versículos completos da Bíblia com  introdução, desenvolvimento e conclusão. Ele é o versículo que resume o plano salvífico de Deus para o homem. São livros e livros, pregações e mais pregações a respeito dele. Se você digitar “João 3:16” no Google encontrará 9,5 milhões de ocorrências, só hoje, amanhã ...

Menos popular, com apenas  2,9 milhões de ocorrências, existe um versículo tão belo e tão fundamental para nós cristão, principalmente para os cristãos “pós-modernos” ocidentais. Vale  muito a pena rever João 3,17: 1) Se cremos que Jesus é Deus; 2) Se cremos ser a Bíblia é a Palavra de Deus, então é melhor repensarmos o nosso cristianismo a luz do que nos afirma este versículo.

No versículo, anterior, o  16, temos o Pai oferecendo o próprio Filho para salvar o homem. Salvar foi a missão de Jesus, e só foi essa sua missão. É o que nos afirma o versículo 17. Ele também começa com “porque” como o anterior, logo trata-se da mesma explicação.

Ora, se Ele, o Filho, não veio condenar o mundo, mas salvá-lo, de onde será que vem esta ideia de julgar/condenar as pessoas? de Deus? de Jesus? de onde? Não sei de nenhum lugar na Bíblia onde Jesus julgou alguém. Onde está escrito tal coisa? E se tivesse escrito? Com que direito julgamos, nós, os outros?

Um parêntese: Julgar, aqui, é condenar, é não usar de misericórdia. Não é o mesmo que discernir/conhecer de Mateus 7,15-20. Pelos frutos (os resultados) conhecereis a árvore (os profetas). Claro, acautelando-se dos falsos. Isto é, não dando ouvidos as suas profecias erradas.

Julgar é algo tão sério mesmo no contexto de Mateus, no capítulo 7, de forma clara lemos: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” (vs 1 e 2).

Nós não temos nenhuma autoridade para julgamos/condenamos as pessoas. Nem mesmo o Filho fez tal coisa. Pelo contrário, diante diante do evidente e condenável pecado da mulher adúltera Jesus foi misericordioso:: “... Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? ... Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” (João 8,10-11).


Se cremos serem as palavras de João 3,17 verdadeiras e se levarmos a sério o que elas dizem, então é melhor revermos que cristianismo é esse que julga/condena o próximo. Porque, se Deus também leva a sério as Suas palavras dirá a cada um dos julgadores naquele dia: “... o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.” (Tiago 2,13).

João 3,17:  Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.”

Portanto, se Ele não condenou, não seja eu a fazê-lo.

27 de junho de 2012

Os Professores não merecem ...

0 Depoimento(s)

Os Professores não merecem ...
Não merecem ser tratados de modo indigno. Não merecem ser usurpados do fruto do seu labor, plantado e colhido com o suor dos seus rostos. Não merecem ficar sem o pão de cada dia. Pai dá-lhes o pão, hoje! Não merecem ser ignorados na sua dor. Não merecem sofrer calados como se nada estivesse acontecendo. Não, isso eles não merecem: choramos com os que choram.

Não merecem ser vilipendiados por ninguém. Não merecem ser instrumentalizados para eximir da culpa àqueles que deveriam assumir suas responsabilidades. Não merecem ser enganados falaciosamente fazendo-os crer que estão seguros e protegidos. Não, eles não merecem. Não merecem ser abandonados pelo mercenário quando vê vir o lobo.

Definitivamente, eles não merecem ...
Não merecem que injustiça prevaleça. Não merecem que os profetas se calem. Não merecem que os olhos se fechem. Não merecem o silêncio. Não merecem ser silenciados. Não merecem ser abandonados à beira do caminho na estrada para Jericó.

Merecem nosso cuidado, nosso respeito, nosso conforto e nossas lágrimas. Merecem nossas mãos e nossas ações. Merecem, principalmente, a nossa voz a gritar e clamar por justiça.  Até quando!? Eles merecem exercer seu ofício, seu sacerdócio, em paz.

A Verdadeira paz não é somente a falta de tensão, é a presença de justiça.” (Martin Luther King Jr.)

Aos mestres com carinho.

10 de maio de 2012

Síndrome de Elias

2 Depoimento(s)

Elias havia enfrentado 450 profetas de Baal e derrotado a todos. Mesmo assim, logo a seguir, teve medo e fugiu. A questão, no entanto, é o seu lamento: “E ele disse: Eu tenho sido em extremo zeloso pelo SENHOR Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei; e buscam a minha vida para ma tirarem”. (1 Reis 19,14).

Olhando a realidade do Evangelho pregado no Brasil, de fato, a banalização deste pode dar a impressão que não há mais saída. Ou entramos na “onda” ou sermos vozes isoladas. Será?

Há que se pesarem duas coisas bem distintas: 1 – O Evangelho de Cristo precisa falar a língua das pessoas: não a língua dos teólogos, tão pouco os “dialetos igrejeiros” que nem nós entendemos mais o que significam. 2 – Não, não há que se dobrarem os joelhos à Baal. Não é a quantidade, mas a qualidade o que importa.

O Evangelho precisa ser simples sem ser pueril; profundo sem ser intangível; criativo sem ser vulgar. Há que se lamentar e chorar diante do que se têm apresentado como Evangelho. Mas isso, não significa que devemos entregar os pontos. Ainda há sete mil (com todo o simbolismo numérico judaico que isso significa) que não dobraram os joelhos diante de Baal.

Portanto, chega de síndrome de Elias! Não são pouco os que resistem: os que não se renderam. Ninguém está realmente só. Com o tempo essa onda passa. Depois, ela se institucionaliza, se cristaliza e, finalmente, morrem. Depois, então, virá outra onda e outra depois desta e outra depois ...

“Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”. (João 9,4).

18 de dezembro de 2011

Com lágrimas de gratidão

0 Depoimento(s)
Como uma homenagem à Primeira Igreja Batista de Campo Grande pelo seu centésimo oitavo aniversário, publico minha carta de despedida lida no culto do dia 30 de novembro de 2011.

Hoje, 30 de novembro de 2011, despeço-me da Primeira Igreja Batista de Campo Grande depois de exatos 15 anos e 6 dias.
Aqui, aceitei Jesus como meu Salvador sendo esta a minha primeira gratidão à igreja. Agradeço por ela existir para pregar o Evangelho de Cristo.
Minha segunda gratidão é ao amigo João Luiz que me conduziu ao COMOGRAN em 1996 onde me converti.
Minha gratidão aos professores das classes de doutrina, Paulo e Eliane.
Gratidão ao pastor José Laurindo Filho que me batizou em 24 de novembro de 1996.
Gratidão a Deus porque em 2004 minha esposa aceitou Jesus como seu Salvador: Nesta igreja.
Gratidão a suas professoras Leide e Zenaide.
Gratidão pelo batismo dela em 18 de dezembro de 2005 pelo pastor José Laurindo Filho.
Gratidão pelo 8º COMOCRIN quando minha filha também aceitou Jesus. Também aqui, também nesta mesma igreja.
Gratidão pelo irmão Valdir Ventura que orou comigo um ano inteiro sem saber o propósito que o Senhor colocou em meu coração: O Seminário. Sei que ainda ora por minha vida e meu ministério. Irmão Valdir! só o Senhor pode recompensá-lo.
Gratidão aos diáconos que confiaram em mim e me encaminharam para o Seminário.
Gratidão à irmã Carmen que ajudou a salvar meu casamento enquanto eu estava estudando. Suas orações e, principalmente, suas ações sempre serão lembradas por nossa família.
Gratidão a todos os irmãos que generosamente ofereceram muito mais que suas casas para um almoço de domingo. Ofereceram o seu carinho e a sua generosidade. Quão generosas são as suas mãos queridos irmãos. Mãos hospitaleiras.
Gratidão à igreja que permitiu que eu fosse enviado a nossa igreja irmã, a igreja Evangélica Batista do Engenho Novo.
Como aprendi! Fui um menino voltei um rapaz crescido com um grande desejo. O desejo servir a minha amada igreja.
Voltei por causa da dor do meu coração. Porque enquanto eu trabalhava no Engenho Novo meu pastor estava sozinho à frente da igreja e da Convenção Carioca. Sim, voltei para ajudá-lo. Voltei para ajudar a igreja.
Voltei sem casa para morar. Voltei sem saber bem o porquê. Hoje sei. Deus quis!
Como Abraão, fui e voltei pelo mesmo caminho. Hoje, meu coração não dói porque meu pastor não está mais sozinho no ministério. Por outro lado, enquanto estive longe, os irmãos do Engenho Novo concluíram o processo sucessão pastoral. E, em 26 de novembro deste ano o pastor Nelson Taylor tomou posse naquela igreja. Deus sabe o que faz e como faz!
Finalmente, minha gratidão a Deus pela vida do pastor Carlos Elias de Souza Santos. Com saberia me aconselhou e atendeu ao meu pedido de transferência. Ele pode entender este momento que um dia também já foi o dele. A hora de partir.
Saio em paz com todos da primeira e única igreja que já estive. Saio pela porta da frente. Saio levando na bagagem muitas lembranças e muita saudade.
Sim eu vou. Como disse certa vez o pastor Carlos: sei que alguns dos irmãos não verei outra vez.
Vou desejando, a todos, paz de Cristo.
Se volto eu não sei e por isso mesmo não digo adeus. Digo apenas: até breve Primeira Igreja Batista de Campo Grande amada igreja do meu coração.

Com lágrimas de gratidão,

Leonardo Gonçalves Martins.

Rio de Janeiro 30 de novembro de 2011.

16 de dezembro de 2011

É Natal! Eu quero meu presente.

0 Depoimento(s)
Qual o significado da palavra Natal? É provável que quase todos saibam: Nascimento. De quem? É certo que todos sabem: De Jesus. Tá bom, mas cadê o meu presente?

Incoerente a última pergunta ou uma realidade?

Pouco adianta saber o significado da palavra ou mesmo saber  quem é o homenageado se o que eu quero mesmo é o meu presente.

Não sou contra a festa ou contra os presentes. Tão pouco milito contra o capitalismo que envolve esta época do ano. Apenas não sei mais qual deveria ser o sentido do Natal.

Para mim o sentido do Natal é celebração, é presente, é reunião em família, é a comunhão da ceia. Mas tudo isso só porque Jesus, o filho de Deus, se fez homem e habitou entre nós.

Quem sabe se o nosso Natal fosse como o Dele. Numa estrebaria, num berço improvisado, rodeado de animais e com anjos anunciado aos homens mais humildes dos campos que Ele, o rei dos reis, havia nascido.


Quem sabe no Natal a celebração fosse como a vida do aniversariante, humilde.

Quem sabe se, no Natal, os homens da cidade (como os de Belém) não perdessem a chance de receber Jesus em sua própria casa.

Onde será que fica a estrebaria mais próxima? Quero ir para lá para celebrar com Ele o seu aniversário.

9 de dezembro de 2010

Um homem, um pastor, um exemplo

0 Depoimento(s)
Quando se pensa em ministério pastoral uma das imagens que nos vem a mente é a de um homem usando terno e gravata pregando sobre o cristianismo. Este estereótipo é associado à ideia de uma pessoa mansa, de modos comedidos e hábitos discretos. Pastor é quem pastoreia, ou, conforme a orientação de Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas”.
Procurando nos bons exemplos do passado surpreendi-me com algumas descobertas a começar pela história de um homem em particular. Será que você o conhece?

Deixo algumas de suas frases como pistas:
1 – "A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar."
Filho de pai pastor e mãe professora estudou em escolas públicas formando-se em sociologia aos 19 anos. Fez teologia, foi nomeado pastor batista e concluiu seu Phd em Teologia Sistemática pela Universidade de Boston. Um homem letrado dedicado a esposa e aos quatro filhos e que lutava por justiça.

2 – "O ser humano deve desenvolver, para todos os seus conflitos, um método que rejeite a vingança, a agressão e a retaliação. A base para esse tipo de método é o amor."
Apesar de sua luta intensa pelos direitos civis ele era um pacificador. Defendia todo tipo de manifestação e protesto contra injustiça aos moldes de Gandhi, de forma pacífica. Pacifista por princípio declarava-se abertamente contra a Guerra do Vietnã. Essa, dentre outras atitudes, o tornaram um dos maiores líderes de seu tempo sendo premiado com o Nobel da paz com apenas 35 anos.

3 – "Se um homem não descobriu algo por que morrer, ele não está preparado para viver."
Morreu jovem, aos 39 anos, vítima de um atentado após comandar uma das maiores marchas até a capital do país, Washington. Não deseja morrer, mas desejava a paz e a justiça.

4 –  "A Verdadeira paz somente não é a falta de tensão, é a presença de justiça."
Hoje, terminado mais um semestre, fico pensando o porquê não estudamos sobre a vida de pastores como ele.  Um homem que dedicou-se com afinco aos estudos e lutou sempre de forma pacífica. Um pastor que soube dar o exemplo a ponto de ser reconhecido com o Nobel e teve a coragem lutar contra o preconceito racial até o ponto de ser morto. Um exemplo de alguém que sonha com um mundo melhor para todos independente de raça, credo, cor, sexo ou nacionalidade.

Um homem, um pastor, um exemplo, cujo sonho era um dia ver a justiça se cumprir.

5 – "Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados pelo caráter, e não pela cor da pele." (Martin Luther King Jr.)

24 de março de 2010

Seria Elias o perturbador de Israel?

0 Depoimento(s)
Por: Pr. Carlos Elias de Souza Santos

E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe: ÉS TU O PERTURBADOR DE ISRAEL? Então disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do SENHOR, e seguistes aos baalins. (I Reis 18.17,18)


A pergunta de Acabe nos deve trazer uma grande reflexão sobre a postura dos profetas de nossa atualidade. Quem são hoje os “perturbadores” de Israel?

Perturbar é "desarranjar, atrapalhar, embaraçar, envergonhar, confundir, provocar tonteira ou atordoamento em; aturdir, atordoar, estontear, desnortear, desorientar." Ou seja, é tudo que um servo de Deus não intenta fazer, independentemente de quem seja o alvo da perturbação.

Exceto se este alvo for o diabo, ou mesmo os seus seguidores. Estes serão perturbados inevitavelmente. Foi o que aconteceu com Acabe. O profeta de Deus, o homem chamado de "santo homem de Deus", aquele que orou e multiplicou o azeite e a farinha da viúva, que deitou sobre uma criança e ela ressuscitou, que determinou que não chovesse e não choveu, para Acabe e os seus asseclas, era "o perturbador de Israel".

O profeta Joel nos diz: "Tocai a buzina em Sião, e clamai em alta voz no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o dia do SENHOR vem, ele já está perto." (Joel 2.1) Já ouviu falar de uma buzina que não perturba? Tocamos a buzina com nossa vida, nosso testemunho e falando o que o Senhor nos ordena.

Por que Israel estava atraindo para si tamanha “Perturbação”?

Amizade do mundo é inimizade contra Deus! “...não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4)

Nitidamente Israel viveu essa perturbação descrita por Acabe, pois a inimizade era algo que realmente, nesse caso específico, interessava ao reino de Deus. Amizade do mundo é inimizade contra Deus!

Vejamos que Acabe delimitou bem a sua posição no mundo espiritual, quando se dirigiu a Elias o profeta: "Ao que disse Acabe a Elias: Já me achaste, ó inimigo meu? Respondeu ele: Achei-te; porque te vendeste para fazeres o que é mau aos olhos do Senhor". (1Reis 21.20).

Por que seria Elias neste momento além de perturbador, considerado um INIMIGO MEU?

Vejamos a história de Nabote e Acabe. Tudo começou por causa de uma vinha (entenda aqui que se trata de uma propriedade muito valiosa e bem localizada). (I Reis 21:1-4).

Nabote tinha uma chácara ao lado do palácio (v.1) que era o palácio de verão do rei Acabe, rei de Samaria. O Rei Acabe cobiça a chácara de Nabote (v.2). A cobiça sempre gera um espírito destrutivo nas pessoas e com Acabe não foi diferente, ele era um homem controlado por suas paixões e emoções. Queria por que queria comprar a vinha. Decidiu que faria uma boa oferta pela vinha (v. 2). Isto era uma grande tentação. O comprador era o rei, que tinha poder sobre vida e morte. A pressão sobre Nabote era grande, contudo, ele não sucumbiu a ela.

Nabote se recusou a vender a vinha (v. 3). Diante dele estavam duas opções: Agradar o rei, ou Agradar ao REI do reis. Nabote bem sabia que a Lei de Israel o proibia. Veja Levíticos 25:23 e também Números 36:7-8: "Também não se venderá a terra em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós estais comigo como estrangeiros e peregrinos". "Assim a herança dos filhos de Israel não passará de tribo em tribo, pois os filhos de Israel se apegarão cada um a herança da tribo de seus pais. E toda filha que possuir herança em qualquer tribo dos filhos de Israel se casará com alguém da família da tribo de seu pai, para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais". Por razões financeiras a terra poderia ser vendida para um patrício, mas no ano do Jubileu a terra deveria voltar ao seu dono original.

O rei Acabe não gostou nada. Ele parece agir como uma criança (vs. 4-5). Aborreceu-se e indignou-se. Deitou-se. Virou-se para a parede e fez greve de fome (I Reis 21.4).

Diante de um homem que é fiel a Deus e aos seus princípios o que fazer? Essa era a pergunta de Jezabel a grande aliada de Acabe (gente sem escrúpulos terá sempre aliados sem escrúpulo algum). Decidiram puxar o tapete de Nabote (vs. 6-16). O plano era uma verdadeira maquinação do mal e vindo da Rainha Jezabel, envolvia: falsificação de documentos (v. 8), hipocrisia deliberada (em nome da religião) (vs. 9, 12), suborno (v.10) e perjuro (v.10). Observe-se aqui que tudo isso nos parece prática comum ainda nos dias de hoje. Era por tudo isso que Israel se mostrava perturbado e perseguido.

É exatamente aqui que entra “Elias” o homem de Deus. Ele como servo de Deus recebe a ordem para ir ao encontro de Acabe e fazer-lhe enxergar o mal que cometera. Não há acordo, nem meio termo. O Profeta de Deus não poderia deixar de falar do que tinha visto e ouvido. E agora? Acabe responde: INIMIGO MEU.

Não há alianças da luz com as trevas, não pode e nunca poderá ser assim. Sendo assim, em tempos de corrupção como hoje, em que nosso povo procura dar um "jeitinho" para que suas falcatruas pareçam corretas, seu comportamento leviano seja aceito ou ao menos tolerado. É certo então que Elias continuará a ser considerado: INIMIGO DE MUITOS, um PERTURBADOR de Israel.

Tudo isso porque "... virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas". (2 Timóteo 4.4).

Não é de hoje que os homens estão se tornando resistentes a Palavra de Deus. Paulo enfrentou a duras provas a idéia de ser considerado como inimigo de muitos. Assim disse Paulo a Timóteo: "Alexandre, o latoeiro, me fez muito mal; o Senhor lhe retribuirá segundo as suas obras. Tu também guarda-te dele; porque resistiu muito às nossas palavras".(2 Timóteo 4.14-15).

Essa é uma dimensão do ministério dos “ELIAS proféticos” que muitos não gostam de discutir ou de pensar. A Idéia de enfrentamento do mundo espiritual é hoje algo que tem se tornado muito tímido. Os homens parecem fazer o que querem, e já não tem encontrado com tanta freqüência os "profetas" de Deus em seu caminho.

Precisamos orar e orar muito, para que nosso Deus continue a usar profetas como Elias, que sejam capazes de discernir quando vem a ele a palavra de Deus. Que tenham coragem de ir ao encontro dos pecadores para lhes mostrar o caminho errado no qual estão se enveredando, procurando assim abrir-lhes os olhos para que vejam o pecado que tão de perto lhes rodeia.

Lembremo-nos que: "Onde não há profecia, o povo se corrompe..." (Provérbios 29.18).

Que ecoe em nossos ouvidos as palavras de Jesus: "Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão". (Lucas 19.40).

As alianças feitas no seio de Israel precisavam ser enfrentadas pelos profetas de Deus. Creio que ainda hoje precisam. Imagine que Deus no Novo Testamento ainda nos adverte:

Apocalipse 2.20: "Mas tenho contra ti que toleras a Jezabel, mulher que se diz profetisa. Com o seu ensino ela engana os meus servos, seduzindo-os a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos".

Vejamos que a intolerância exigida e requerida aqui é da parte de Deus e não dos homens. A intolerância aqui é contra o pecado que está impregnado e amplamente acolhido no coração das pessoas.

Pelo fato de não se desviarem dos seus pecados, Acabe e Jezabel certamente não receberam um final de vida que esperavam. Deus também é Juiz.

Os que acatam o convite de Deus e se tornam intolerantes ao pecado, serão sempre tratados e vistos como “perturbadores” e até “inimigos” de Israel.

Queira Deus que o mundo veja em nós "perturbadores" nos moldes de Elias o profeta de Deus. O Profeta sujeito às mesmas paixões que nós (Tiago 5.17).

─────────────────────────────────────────────────

11 de março de 2010

Israel, Israel, ninguém te aguenta mais

2 Depoimento(s)
Tu havias te tornado de pequena em uma grande nação diante dos povos. O Senhor te fez prosperar, teus domínios se estenderam, mas tu, ó Israel, traíste o teu Deus, a Sua memória e a teus próprios irmãos. Em tua ganância vendeste o justo por dinheiro e o necessitado por um par de sapatos (Amós 2:6). E ainda dizias em teu coração: o Senhor é quem me faz prosperar. Ai de mim! Ai de ti Israel! Em tua indiferença e injustiça chegaste ao limite e, embora o Senhor seja longânimo, a Sua paciência também tem limite.

E agora!? Estás surdo, porquanto te consideras maior que Deus, pois o templo do Senhor é agora o teu palácio. (Amós 7:13). Te deitas em qualquer templo a beber vinho (Amós 2:8) e tornaste Betel (casa de Deus) em Bete-Áven (casa do pecado). (Oséias 4:15).
Pois saibas, que teu tempo chegou. “TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta”. (Daniel 5:27). Israel, Israel, ninguém te aguenta mais!

O Senhor te expulsará e a teus filhos esplhará, e não tornarão mais a terra. A tua história se encerrará no cativeiro e nunca mais se ouvirá falar de ti novamente. Somente Judá e Benjamim retornarão. (Esdras 1:5). Saiba, ó Israel, que neste dia, o justo juízo do Senhor sobre ti nos trará alívio por causa da tua tão grande opressão. Contudo, ao vermos o teu fim e dos teus filhos, nosso coração se encherá de dor pelo teu grande castigo. Aí de nós! Melhor seria o Senhor nos poupar desta horrível visão. Ai de ti, melhor seria que te arrependesses antes que ela se cumpra.

Ó Israel, ouve hoje agora “porque Jurou o Senhor DEUS por si mesmo, diz o SENHOR, o Deus dos Exércitos: Abomino a soberba de Jacó, e odeio os seus palácios; por isso entregarei a cidade e tudo o que nela há”. (Amós 6:8).
Salva os teus Israel! “Agora, pois, ouve a palavra do SENHOR: Tu dizes: Não profetizes contra Israel, nem fales contra a casa de Isaque. Portanto assim diz o SENHOR: Tua mulher se prostituirá na cidade, e teus filhos e tuas filhas cairão à espada, e a tua terra será repartida a cordel, e tu morrerás na terra imunda, e Israel certamente será levado cativo para fora da sua terra”. (Amós 7:16,17).

Israel, Israel conserta-te, assim diz o Senhor: “Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”. (Oséias 6:6).

─────────────────────────────────────────────────
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...