
Olhando a realidade do Evangelho pregado no Brasil, de fato, a banalização deste pode dar a impressão que não há mais saída. Ou entramos na “onda” ou sermos vozes isoladas. Será?
Há que se pesarem duas coisas bem distintas: 1 – O Evangelho de Cristo precisa falar a língua das pessoas: não a língua dos teólogos, tão pouco os “dialetos igrejeiros” que nem nós entendemos mais o que significam. 2 – Não, não há que se dobrarem os joelhos à Baal. Não é a quantidade, mas a qualidade o que importa.
O Evangelho precisa ser simples sem ser pueril; profundo sem ser intangível; criativo sem ser vulgar. Há que se lamentar e chorar diante do que se têm apresentado como Evangelho. Mas isso, não significa que devemos entregar os pontos. Ainda há sete mil (com todo o simbolismo numérico judaico que isso significa) que não dobraram os joelhos diante de Baal.
Portanto, chega de síndrome de Elias! Não são pouco os que resistem: os que não se renderam. Ninguém está realmente só. Com o tempo essa onda passa. Depois, ela se institucionaliza, se cristaliza e, finalmente, morrem. Depois, então, virá outra onda e outra depois desta e outra depois ...
“Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”. (João 9,4).
Caro amigo Leo,
ResponderExcluirde tudo, adorei essa frase: "O Evangelho precisa ser simples sem ser pueril; profundo sem ser intangível; criativo sem ser vulgar." Leonardo Martins.
O que poderia eu comentar a mais? Estragaria tudo. rsrs
Delambre
Caro amigo,
ResponderExcluirEste post nasceu de uma frase de nossas conversas. Você tem me inspirado.
Penso que teologia sem reflexão não seja de fato teologia.
E, nestes tempos muito mais ainda.
O mundo vive uma crise de valores e teologia tem sua contribuição a dar.
Obrigado,
Leo.