Mostrando postagens com marcador Testemunho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Testemunho. Mostrar todas as postagens

14 de outubro de 2018

O que é amar o mundo

0 Depoimento(s)
Muitos afirmam ser João 3.16 o versículo mais importante da Bíblia. Dizem: “Se todo o texto sagrado se perdesse e restasse apenas esse, ele seria suficiente para se pregar a Boa Nova da salvação”. Mas o que significa dizer: Deus amou o mundo?

Significa dizer que o Verbo veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas também que Ele veio para os excluídos, os fracos, o estrangeiro. Jesus não condenou a mulher pega no ato do seu adultério, não ignorou os cegos e leprosos, elogiou o samaritano por acolher um judeu vítima de assalto. Imagina! Jesus desviou seu caminho para ir ao encontro de uma mulher em Samaria, almoçou na casa de um coletor de impostos e ainda convidou um outro para ser seu discípulo. Em Jesus, Deus amou os rejeitados pelos religiosos. Ele a todos acolheu. A todos amou.

Por outro lado, o Mestre fazia algumas escolhas “estranhas”. Sem tempo para Nicodemos, o recebeu à noite. Jesus exaltou as moedinhas da viúva desprezando as “grandes ofertas” dos ricos; se agradou da oração de um homem sem coragem sequer para olhar para o altar, rejeitando a oração do fariseu orgulhoso. Ele escolheu estar com as multidões sem pastor, os famintos sem pão, os cegos sem luz, os discípulos sem influência política. Jesus preferia às ruas a templos e sinagogas. Seu alvo eram os sem mérito, os sem valor, os sem esperança. Em toda a sua vida Ele trilhou o caminho da paz. Quando teve a chance de pegar em armas Jesus disse: “todos os que lançam mão da espada pela espada morrerão!”.

O Verbo aceitou morrer injustamente ao invés de condenar o mundo ainda que com justiça. Por que? Porque foi assim que Deus amou e ainda ama o mundo.

Todos nós (eu e você) precisamos escolher qual caminho seguir. Amarmos o mundo e a Deus; ou odiarmos o mundo rejeitando o seu Criador; ou, em terceiro lugar, desprezarmos a sua Palavra como fizeram os mestres da Lei. Religiosos que mandaram matar o próprio Filho de Deus.

A escuridão não pode expulsar a escuridão, apenas a luz pode fazer isso. O ódio não pode expulsar o ódio, só o amor pode fazer isso.” (Martin Luther King Jr. – pastor batista)

8 de outubro de 2018

Não haverá sangue em minhas mãos

0 Depoimento(s)

CARTA ABERTA AOS PASTORES E IGREJAS QUE APOIAM BOLSONARO 

Por Hermes C. Fernandes (@hermesfernandesreal)

Resultado de imagem para sangue nas maos
Senhores (as) líderes evangélicos, graça, paz e discernimento!

As eleições se avizinham, e boa parte dos pastores de nosso país tem manifestado seu apoio à candidatura de Jair Bolsonaro. A maioria alega ser ele o que melhor representa os anseios do povo evangélico, principalmente devido ao seu discurso favorável à família tradicional e aos valores morais tão caros ao cristianismo.

De repente, sinto-me como se houvesse viajado no tempo e revivesse os dias da guerra fria, quando o mundo se via ameaçado pela eclosão de uma guerra nuclear envolvendo as duas potências mundiais: A União Soviética e os Estados Unidos. Colegas vociferam de seus púlpitos sobre o perigo do comunismo que ronda a nossa sociedade. Pergunto-me em que mundo estamos vivendo, afinal? Qualquer um que levante sua voz a favor do pobre, do excluído, do oprimido, logo é tachado de esquerdopata, comunista, "agente do inferno", e coisa parecida.

Os senhores já pararam para se perguntar sobre o que estaria por trás deste discurso ultraconservador? Há uma onda conservadora varrendo a Europa e os EUA, suscitando velhos rancores contra os imigrantes, os homossexuais, as minorias, a classe operária, etc.

No meio desta avalanche de intolerância, eis que uma voz destoante se faz ouvir mundo afora. Não de um pastor como foi nos dias de Luther King nos EUA, ou de Bonhoeffer na Alemanha, mas de um Papa, líder da instituição mais conservadora do mundo. Por ironia, justamente o primeiro Papa latino-americano se levanta contra tudo e contra todos os que insistem em ressuscitar um discurso que há décadas parecia ter sido abandonado e enterrado. Enquanto isso, a igreja evangélica, que por tanto tempo esteve na vanguarda na luta pelos direitos humanos passa a se aliar com o que há de mais retrógrado e ultrapassado. Que vergonha! Tudo em nome de nossos escrúpulos moralistas.
Conseguiram a façanha de diluir o puro Evangelho da graça num discurso de ódio e intolerância.
Esquecemo-nos dos colegas que foram perseguidos, torturados, e, alguns até mortos e desaparecidos, durante o regime militar. Justificamo-nos no fato de que o tal candidato defenda os mesmos valores. Será que ser a favor da tortura soa menos cruel quando se é contrário ao aborto? Será que ser a favor do armamento da população condiz com o que foi ensinado por Jesus? Afinal, bem-aventurados são os pacificadores ou os que pretendem armar a população? Ser pela família tradicional abona a conduta de quem se revela contrário aos direitos trabalhistas conquistados a duras penas? Se você, pastor, é contra tais direitos, recomendo que não aceite mais dízimos de décimo-terceiro ou de férias de seus membros.

Não ajamos como o profeta Natan que encorajou a Davi a construir o templo, afirmando-lhe categoricamente que Deus o havia escolhido para aquela empreitada. Porém, o Senhor não o tinha autorizado a fazer tal coisa, de modo que, mesmo constrangido, teve que retornar ao rei e dizer-lhe a verdade. Por causa do sangue que havia em suas mãos, Deus não o designou para edificar Sua casa, ainda que já houvesse levantado todos os recursos para tal, e recebido do Senhor a planta, caberia ao seu sucessor tocar a obra.

Quem somos nós para abençoar o que Deus não abençoou? Quem somos nós para encorajar o que contraria frontalmente a Sua vontade?

Sei que muitos alegarão que tudo não passa de manipulação da mídia esquerdista. Mas basta assistir aos inúmeros vídeos de discursos e entrevistas do candidato para verificar que exatamente assim que ele pensa. Ele mesmo afirma que o trabalhador terá que escolher entre ter seus direitos assegurados ou o emprego. Ele é quem diz com todas as letras que o Estado não é laico, mas cristão e que as minorias terão que se dobrar à vontade das maiorias. Ele diz que seria incapaz de amar um filho homossexual e que a homossexualidade é falta de p*rrada na infância. Diz que não empregaria uma mulher, já que esta engravida. Diz que educou seus filhos para que jamais namorassem negras. Diz que em seu governo os índios não receberiam nem mais um centímetro de terra. Se ele é a favor da família tradicional, por que disse que usava o apartamento para "comer gente"? Como defender quem diz que uma mulher não merecia ser estuprada por ser feia? Como apoiar quem defende o uso da tortura se somos seguidores de um Cristo torturado e morto numa cruz? Como apoiar quem diz que ordenaria que helicópteros metralhassem uma favela se os criminosos não se rendessem? Será que na favela só mora bandido? Com que cara visitaremos os presídios para pregar o amor de Cristo depois de apoiar que tem como slogan "bandido bom é bandido morto"?

O sangue de toda uma geração poderá cair em nossas mãos!

Se você é pastor de uma pequena congregação, talvez esteja indo na onda de grandes líderes que já manifestaram seu apoio a Bolsonaro. Não seja ingênuo. Muitos deles o fazem, não por convicção, mas por conveniência, movidos por interesses nem sempre louváveis (alguns até sórdidos).

Lembre-se de quem nos considerou fiéis, pondo-nos em seu ministério (1 Timóteo 1.12), e que um dia, teremos que prestar contas (Hebreus 13.17).

Por isso, deixo aqui uma recomendação que deveria perturbar o sono de todos os que levam a sério o ministério pastoral:

"Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho." 1 Pedro 5.2,3
Não compete a pastor algum dizer em quem seu rebanho deve votar. Mas compete-nos instrui-los a reconhecer os riscos por trás de todo discurso de ódio e intolerância.

Jesus disse que enquanto o bom pastor dá a vida pelas ovelhas, o ladrão, ao ver o lobo, foge e deixa suas ovelhas à mercê do perigo. Portanto, cumpramos nosso papel. Pois cuidar das ovelhas que nos foram confiadas é a melhor maneira de dizer: TU SABES QUE TE AMO, SENHOR.


Diante desta carta do pastor Hermes C. Ferandes examinei minha vida e meu jovem ministério. V Então, veio a mim a palavra do Senhor dita a Ezequiel.

Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte.
... quando o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá; visto que não o avisaste, no seu pecado morrerá, e suas justiças que praticara não serão lembradas, mas o seu sangue da tua mão o requererei. (Ezequiel 3.17 e 20)
Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.

Ezequiel 3:18
  Quando o justo se desviar da sua justiça, e praticar a iniquidade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá; porque não o avisaste, no seu pecado morrerá e não serão lembradas as suas ações de justiça que tiver praticado; mas o seu sangue, da tua mão o requererei.” (Ezequiel 3,17 e 20)

Todavia, eu direi ao Senhor naquele dia em que há de me pedir contas: Não há sangue em mãos. Elas estão limpas tanto do sangue do ímpio quanto do sangue do justo. Eu cumpri zelosamente o ministério que Tu me confiaste.

1 de março de 2017

Uma andorinha só não faz verão - Aristóteles

0 Depoimento(s)
Assim como quem olha uma a andorinha migrando não imagina que o verão está chegando, um único ato de virtude não representa uma pessoa virtuosa. É na prática da vida, tanto mais nas situações difíceis, que se revela o caráter do indivíduo.

A virtude é um valor inerente a qualquer sociedade. E ela, a sociedade, exerce grande poder de influência sobre o indivíduo porque o homem, por uma questão primária de sobrevivência, necessita pertencer a um grupo. Emile Durkheim chama este poder de influência de Fatos Sociais.

Se por um lado, "o fato social, segundo Durkheim, consiste em maneiras de agir, de pensar e de sentir que exercem determinada força sobre os indivíduos, obrigando-os a se adaptar às regras da sociedade onde vivem", por outro, "nem tudo o que uma pessoa faz pode ser considerado um fato social, pois, para ser identificado como tal, tem de atender a três características: coercitividade, exterioridade e generalidade." Em outras palavras, nem todas as ações humanas são frutos do poder da sociedade, portanto, é possível uma pessoa agir, pensar e sentir diferente do grupo. – Não é fácil. É neste momento de "escape", nesse ineditismo da autenticidade humana, que se torna possível forjar a mais verdadeira individualidade.

A sociedade, tanto mais entre os mais jovens, parece viver a pungente necessidade de ser diferente. Mas diferente de quê? Diferente de quem? Diferente da maioria, diriam. No entanto, isso significa tornar-se igual a outros "diferentes", seguindo seus padrões de maneira coercitiva, ainda que não se perceba. A aparente diferença é uma igualdade a um grupo menor (talvez) constituindo pouco ou quase nada de inédito ou de individual próprio da pessoa. É sair de uma caixa para entrar em outra. – "Não existe nada de novo debaixo do sol."

Na sociedade de Jesus os valores são diferentes. Os discípulos, aqueles que nela ingressam, são assim reconhecidos quando possuem a maior de todas as virtudes: o amor. Permanecer “nas minhas palavras” é a regra, o objetivo maior é glorificar ao Pai. O agir, o pensar e o sentir de cada um devem ser capazes de influenciar a sociedade. Para estes, a vida só faz sentido porque o seu grupo social não pertence a este mundo como também não pertence o de Jesus. Sob estas perspectivas, valores e virtudes é que se põem os chamados discípulos de Cristo. Portanto, também no reino de Deus “uma andorinha só não faz verão”. É preciso viver o Evangelho todos os dias.

Nota:
Coercitividade – característica relacionada com o poder, ou a força, com a qual os padrões culturais de uma sociedade se impõem aos indivíduos que a integram, obrigando esses indivíduos a cumpri-los.
Exterioridade – quando o indivíduo nasce, a sociedade já está organizada, com suas leis, seus padrões, seu sistema financeiro, etc.; cabe ao indivíduo aprender, por intermédio da educação, por exemplo.
Generalidade – os fatos sociais são coletivos, ou seja, eles não existem para um único indivíduo, mas para todo um grupo, ou sociedade.
Fonte: http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=167

27 de fevereiro de 2017

O que é integridade à luz da Bíblia

0 Depoimento(s)
Valores são qualidades atribuídas a pessoas, coisas ou ações. Na antiga Grécia a coragem era um valor porque, naquele contexto de constantes disputas territoriais, essa era uma virtude desejável para se defender a pólis (a cidade), mesmo que isso significasse perder a própria vida. Segundo o professor Clóvis de Barros Filho, “valores são aquelas coisas que definem quem você é”. Para ele, quem trai os seus valores não sabe mais quem é e perde a própria identidade.
A palavra integridade deriva do Latim, intĕgrĭtās, e significa (de modo resumido): 1) aquilo que é fisicamente inteiro (corpo, território etc.); 2) aquilo que é puro sem máculas ou violações (mente, palavras, ações); 3) que tem estado perfeito (saudável) e 4) o que guarda inocência (uma vida pura). Integridade enquanto valor é algo ligado ao caráter, a probidade, a mente inteira, ao comportamento ético e as palavras que reflitam pureza: sem máculas, sem segundas intenções ou aliciamentos.
Na Bíblia não encontramos uma palavra correspondente direta de integridade: nem no hebraico nem no grego. No entanto, ante a exigência moral e ética do conceito, pode-se afirmar que a Bíblia, como um todo, carrega uma mensagem da integridade exigida e necessária a todo homem no seu relacionamento com Deus, sobretudo no Novo Testamento. O conceito de integridade está tão arraigado na Escritura que a palavra πεπληρωμένα (peplērōmena-completo, cheio até o máximo), traduzida normalmente como “perfeita”, na versão King James é traduzida como integridade. “Sê alerta! E fortalece o que ainda resta e estava prestes a morrer; porque não tenho encontrado integridade em tuas obras diante do meu Deus” (Ap 3.2).
Integridade da mente é a característica principal do cristão.  O apóstolo Paulo fala da renovação da mente onde o novo homem pensa de modo diferente do velho homem. A mente é de tal modo importante que a palavra traduzida como arrependimento é μετανοια (metanóia), mudança de mente. No Antigo Testamento guardar o coração (lebab-homem interior, mente, vontade, coração, alma) semanticamente significa guardar a mente. Em Lucas 6.45, certamente Jesus se refere a mente quando afirma: “a boca fala do que está repleto o coração”. Jesus ensinando sobre seus critérios afirma: “Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos”. O discípulo tem sua forma de pensar totalmente diferente da maneira antiga porque a Palavra permanece no seu coração.
Uma mente íntegra leva a atitudes diferentes diante das circunstâncias da vida, sobretudo nas mais conflituosas. Para o pastor Martin Luther King Junior, “a verdadeira medida de um homem não se vê na forma como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsias e desafios”. Nesse sentido, a conversão mediante o arrependimento é algo único. Ninguém se converte todos os dias. Paulo ensina que o homem, depois de convertido, renova sua mente a cada dia a partir do maior conhecimento da graça de Cristo. Um crescimento que vai da fase infantil até fase adulta quando, finalmente, esse novo homem alcança a estatura do Varão Perfeito. E para que não haja dúvidas em seus leitores, o apóstolo enumera de modo muito prático como se dão as mudanças de comportamento: Mentia, não minta mais; furtava, não furte mais; irou-se, não peque. Comportamentos necessários a não entristecer o Espírito Santo que habita em todo aquele que já aceitou Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Cuidadosamente ele conclui sua lista: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra que cause destruição, mas somente a que seja útil para a edificação”.
Uma mente íntegra resulta em palavras igualmente íntegras (puras, sem malícia). Assim como em Lucas e Efésios, Tiago alerta sobre a necessidade do controle sobre a língua (as palavras). Para ele, a língua “é fogo; é um mundo de iniquidade, pode contaminar a pessoa por inteiro, e põe completamente em chamas o curso da nossa existência”. Destaca ainda o autor que todos os animais e feras se submetem a vontade do homem, mas “a língua, contudo, nenhuma pessoa consegue dominar. É um mal incontrolável, cheia de veneno mortal”. E, por que não consegue dominar? Porque o coração está cheio de ... Tiago argumenta com aqueles que imaginam ser possíveis as contradições intencionais acerca das palavras boas e más (sem integridade): “Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus queridos irmãos, isso não está certo!”
Todavia, silenciar não é necessariamente “controlar” a língua. Para a psicóloga e jornalista Maria Rita Kehl, “quando um processo que nem ao menos é justo, é conduzido por interesses inconfessáveis, mas que todo mundo mais ou menos já sabe, então se cria uma espécie de capa de cinismo que encobre os processos sociais”. Ou seja, faz-se um “Pacto do Cinismo” onde todos, sabendo que está errado, mantém o silêncio diante da injustiça. Neste mesmo sentido o pastor Luther King classifica esse cinismo de “o silêncio dos bons”. Para ele “quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele.” Nesse silêncio, a falta de integridade revela-se tão nociva quanto falta de integridade no falar. Por isso, Tiago assevera: “Refleti sobre isto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.”
Portanto, integridade, enquanto um valor cristão, passa pelos conceitos éticos, morais, sociais e psicológicos das chamadas ciências humanas, no entanto, supera estes conceitos em muito. Porque, em Cristo, o homem é transformado totalmente e, à medida que vai crescendo na graça e no conhecimento de Deus, aperfeiçoa (renova) o que já foi mudado no mais profundo do seu ser. Uma mente íntegra, pura, proba, reta, digna, inteira e integrada à mente de Cristo implica em ações coerentes com a mudança ocorrida na alma. De igual modo, o falar e o calar refletem uma mente íntegra. É verdade que a religiosidade pode moldar comportamentos e palavras sem que haja uma mudança interior verdadeira. Mas, isso, só compete a Deus saber. Por outro lado, se o comportamento e as palavras não são as de Cristo é muito difícil afirmar uma integridade cristã ocorrida no interior do homem. Se a filosofia afirma que sem valores o homem perde sua própria identidade, o cristianismo assegura que sem valores cristãos este perde a identidade de Cristo. Talvez o apóstolo Paulo tenha sido quem melhor definiu o conceito integridade sob a ótica de Jesus. “Fui crucificado juntamente com Cristo. E, desse modo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.
Que a nossa natureza morra e germine a natureza de Cristo em nós. No pensar, no agir e no falar.

OBS: Este texto foi escrito especialmente para a Igreja Batista do Méier(revista Pensar 14, pg 20). Para conhecer mais sobre os valores da igreja clique aqui.

25 de agosto de 2016

Alguma coisa está muito errada com esse nosso Evangelho!

3 Depoimento(s)
Era madrugada e, antes retornarmos, decidimos parar pela primeira vez naquela calçada. De repente, alguém do grupo nos chamou para orarmos por Lorelaine (nome fictício), uma jovem gestante.

– Para quando é esse bebê?

– Para o mês que vem, respondeu-me com um sorriso aberto.

Ela parecia animada com a chegada da criança enquanto eu, pai de duas meninas, mal pude disfarçar minha preocupação.

– Onde ele vai nascer?

– No Carmela Dutra, disse ela cheia de confiança e sorridente.

Sem mais, oramos pela vida da mãe e do bebê pedindo ao Senhor que tudo corresse bem para ambos. Terminada a oração, ela nos agradeceu, se afastou um pouco e foi deitar no seu papelão cobrindo a cabeça com um cobertor. Alguém do nosso grupo, que conversava com ela há mais tempo, comentou: “Vai dormir feliz hoje porque está com a barriga cheia”.

Lorelaine foi a última pessoa com quem falamos naquela madrugada e, talvez por isso, a lembrança daquele encontro esteja tão viva. A imagem de uma jovem feliz pelo alimento de uma noite; animada com a chegada do filho e; tranquila ao deitar-se, ali, no papelão, protegida por um simples cobertor, dividindo o espaço com outros que fazem da calçada o seu quarto.

Muitas são as razões e experiências que levam as pessoas a viverem nas ruas do Rio de Janeiro. No entanto, momentos como estes são chocantes, mesmo quando a pessoa se sente feliz e tranquila. É o tipo de experiência que deixa marcas profundas no nosso coração. Não consigo parar de pensar naquela jovem gestante e no futuro provável que dará ao seu filho: viver nas ruas dependendo da caridade dos outros.

Das tantas perguntas ou respostas possíveis às situações desse tipo, uma é demasiada incômoda. O que será que está errado com esse nosso Evangelho? Porque sobre uma coisa não há qualquer sombra de dúvida: esse Evangelho que pregamos não está fazendo diferença, ou fazendo muito pouca, na sociedade em que vivemos.

“Então, dirá o Rei a todos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, abençoados de meu Pai! Recebei como herança o Reino, o qual vos foi preparado desde a fundação do mundo. Pois tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber; fui estrangeiro, e vós me acolhestes.” (Mt 25.34-35)

10 de agosto de 2016

No inferno não existe amor

0 Depoimento(s)

Impedidos de seguir viagem por causa da forte tempestade, um casal, um rico empresário e duas jovens encontram refúgio numa lanchonete na beira da estrada. Jesus, o proprietário, sempre dá duas opções de refeição aos clientes: o cardápio ou oferta especial. Na segunda opção, ele afirma saber exatamente o que as pessoas desejam comer e se acertar o cliente não irá pagar pelo que consumir.

No filme, O caminho para eternidade, Jesus vai tratando o drama de cada um à medida que vai preparando as refeições.

Nike, o mais resistente, acusa Jesus de obrigar as pessoas a fazerem a sua vontade e não as delas, quando decidem segui-lo: “mas só nos seu termos ... isso é chantagem”, afirma o empresário. O trecho do filme abaixo apresenta o desfecho desta conversa.

31 de maio de 2016

Se quiseres

0 Depoimento(s)
"Quando oramos ao Pai e dizemos:  'Seja feita a sua vontade', não é falta de fé, é falta de conhecimento, pois não tenho conhecimento do futuro, mas Deus sabe o melhor e a vontade Dele é perfeita.  Que seja feita a tua vontade!' (Pr Joed Venturini)

A mensagem de "feliz ano novo" diferente e a lembrança de um amigo mais chegado que um irmão. Para mim um exemplo a ser seguido.





26 de março de 2016

O Nobel da paz: Porque todo mundo pode mudar

0 Depoimento(s)
Alfred Bernhard Nobel nasceu em 21 de outubro de 1833, em Estocolmo, Suécia, em uma família de engenheiros. Ele foi químico, engenheiro e inventor. Nobel acumulou uma fortuna durante a sua vida, a maior parte dela como resultado das suas 355 invenções, das quais a dinamite é a mais famosa. Numa manhã de 1888 ele ficou surpreso ao ler o próprio obituário em um jornal francês intitulado: "O mercador da morte está morto". O jornal confundiu Nobel com seu irmão, Alfred Ludvig, que realmente havia falecido. O artigo desconcertado fê-lo refletir sobre como seria lembrado inspirando-o a mudar sua vontade.

Nobel deixou uma herança de 32 milhões de coroas e escreveu vários testamentos em vida. O último, em 1895, para o espanto generalizado, determinava a criação de uma instituição à qual caberia recompensar, a cada ano, aqueles que conferem "maior benefício à humanidade" nos campos da paz ou da diplomacia, literatura, química, fisiologia ou medicina e física. O testamento estabelecia também que a nacionalidade das pessoas não seria considerada na atribuição do prêmio. Nobel legou 94% de seus ativos totais, 31 milhões de coroas suecas, para estabelecer os cinco prêmios Nobel.

No Rio, os resultados dos exames feitos pelo governador, Luiz Fernando Pezão, mostraram que ele tem linfoma não-Hodgkin. O tipo de linfoma diagnosticado nos exames é o anaplásico de grandes células T-ALK positivo que, segundo os médicos, é um dos mais agressivos, mas totalmente curável. O governador não vai passar por nenhuma intervenção cirúrgica, a não ser a colocação de um cateter para receber a medicação. O oncologista Daniel Tabak explicou: “o dado mais importante é que não existe nenhum comprometimento volumoso de linfonodomegalias. Não atingiu nenhum órgão crítico. Por isso, temos uma perspectiva boa. Mais de 70% dos pacientes ficam curados com este tipo de tratamento.”

O governador também está otimista e afirmou durante a coletiva: "Tem coisas piores na vida. Tem coisas que Deus dá para a gente porque sabe que somos capazes de carregar. Eu sei que vou passar por isso daí e vou acabar mais forte."

Considerando a situação atual do país, em particular a do Estado do Rio de Janeiro, pode ser que Deus não esteja dando algo que ele “seja capaz de carregar”, mas, sim, uma segunda chance ao governador, assim como fez com Alfred Nobel. Quem sabe não seja o momento dele refletir sobre o legado que deixaria para história do povo fluminense, se a sua própria história se encerrasse de repente. Embora as perspectivas sejam favoráveis, sempre há o risco do insucesso. Diante da fragilidade da vida, o Pezão talvez possa ser mais Luiz com os Luizes, Joãos e Marias, que dependem da saúde pública (dever do Estado e cujo representante é ele), tornando-se mais sensível à dor do outro.

Que a saúde do governador do segundo maior estado do país se reestabeleça e que, com ela, haja uma mudança na sua forma de pensar. Que ele seja mais humano com os que sofrem, valorize o serviço público porque é prestado àqueles que não têm como pagar um tratamento como ele tem, e, finalmente, tenha a coragem de romper com os tentáculos inescrupulosos dos velhos aliados de campanha. Que ele possa, como Nobel, surpreender a todos e reescrever sua história, quem sabe mais bela, para posteridade. Porque Deus sempre dá a cada pessoa ao menos uma oportunidade de mudar.

5 de março de 2016

Orações que Deus ouve

2 Depoimento(s)
Outro dia fiquei desconfortável com uma oração feita em favor dos nossos pequeninos, algo bastante frequente entre nós.
 " ... Pai, protege os nossas crianças da violência, da maldade deste mundo etc."
Estava atento quando, de repente, senti como quem "ouve" uma voz ...

Pai de duas meninas quase chorei, não só por elas, diante deste mundo mal. Pensei, antes, nas tantas crianças abandonadas a própria sorte nas calçadas e marquises das ruas da cidade. Confesso, me senti tão egoísta com aquela oração.

Com a voz embargada murmurei:  "Pai, proteja, primeiro, as crianças abandonadas nas ruas, com fome, com frio e com medo da violência e, se possível, livra as nossas de tão vil destino."

3 de janeiro de 2016

O poder de Deus na igreja primitiva

0 Depoimento(s)
Afinados com a Convenção Batista Brasileira, trabalharemos este ano com o tema “Transformados pelo Poder do Reino de Deus”, cuja divisa se encontra em 1Co 4.20: “Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder”. Poder presente na fundação do cristianismo. “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” (At 2.47)

No texto, o “sujeito” da ação de acrescentar é o Senhor. A igreja dos primeiros séculos dependia totalmente da ação direta do Espírito Santo. Movidos por Ele, os cristãos tinham suas vidas e pensamentos completamente mudados. No entanto, não era essa mudança que acrescentava pessoas à igreja, mas o Senhor. Em outras palavras, o poder de Deus levava as pessoas ao arrependimento e a uma nova vida: “haviam de se salvar.”

O Apóstolo Paulo, homem de profundo conhecimento e dotado de grande poder (de Deus) disse certa vez: “Quem é, portanto, Apolo? E quem é Paulo? ... Eu plantei; Apolo regou; mas foi Deus quem deu o crescimento.” (1Co 3.5-6) Paulo tinha total consciência de que não foi ele, com sua “sabedoria humana”, nem Apolo, com sua eloquência, que haviam firmado os fundamentos da igreja de Corinto.

Na igreja de Atos não era diferente. Apóstolos e gentios eram apenas instrumentos nas mãos do Todo-Poderoso. Se tomarmos o mesmo versículo na ordem direta (sujeito, verbo e predicado), entendemos mais facilmente o sentido do texto. “E, assim, a cada dia o Senhor juntava à comunidade as pessoas que iam sendo salvas.” (KJA) Nesta versão, fica clara a ação do Espírito Santo: acrescentar os salvos. Só ele tem esse poder de salvar e, portanto, fazer a igreja crescer.

Por isso, o tema deste ano é de suma importância para todos nós. O Reino de Deus cresce pelo poder sobrenatural daquele que é o dono da igreja. Como diz o tema: O reino de Deus não consiste em palavras: discursos, mera conversa ou papo furado – dependendo da versão da Bíblia. O reino de Deus sempre será fundamentado no Seu poder, porque o reino é Dele e só Dele. Foi assim no início do cristianismo, na chamada igreja primitiva, e sempre será na igreja onde Jesus Cristo é o Senhor.

Que 2016 seja um ano cheio do poder de Deus em nós, a sua igreja!

Com carinho,

Leonardo Martins.

7 de novembro de 2015

A gratidão do velho Jacó

0 Depoimento(s)
José, filho de Raquel, era o preferido de Jacó. Por ciúme e inveja os irmãos o venderam e fizeram o pai acreditar que ele havia morrido. Um sofrimento muito grande: “Todos os seus filhos e filhas se achegaram para oferecer-lhe consolo, contudo ele recusou toda e qualquer consolação, e declarou: ‘Não! É em luto que descerei ao Sheol para me encontrar com meu filho!” (Gn 37.35).

Raquel, a amada de Jacó, morreu no parto de Benjamin. Por isso, quando o Governador do Egito (José) prendeu Simeão até que lhe trouxessem o irmão caçula, Jacó escolheu Benjamin. Nem Ruben fez o pai mudar de ideia. “Podes tirar a vida de meus dois filhos se eu não o trouxer de volta.” (Gn 42.37). Jacó morreria de tristeza se algo acontecesse a Benjamin e todos sabiam disso: “O menino não pode se ausentar de seu pai; se ele deixar seu pai, este morrerá de desgosto” (Gn 44.22), disse Judá ao Governador do Egito.

Mas uma notícia o reanimou. “Basta! José, meu amado filho, ainda está vivo! Que eu vá imediatamente vê-lo antes de morrer!” (Gn 45.28). Quando Jacó chegou ao Egito e José viu seu pai “correu para abraçá-lo e, abraçando-o com grande emoção, chorou longamente.” (Gn 46.29).

Com frequência, a história de José é lembrada por seu perdão aos seus irmãos, pelo modo como Deus o usou para salvar toda a terra e a própria descendência, e por sua integridade diante de todas as injustiças e tentações que sofrera. No entanto, a perspectiva de Israel (Jacó) não é menos comovente.
O homem que, à beira da morte, revive ao saber que José vivia, se declara feliz pelo simples fato de rever seu filho. “Agora, pois, já posso morrer em paz, porquanto vi o teu rosto e sei que ainda estás vivo!” (Gn 46.30). Mas Jacó também precisou fazer escolhas. Viver a amargura e o rancor pelos anos de separação de José ou viver intensamente a alegria de tê-lo ao seu lado. Viver em atrito com seus filhos por tudo que eles lhe fizeram ou viver em paz com todos e em família.

Jacó morreu feliz porque escolheu deixar no passado toda dor que sofrera e, olhando para o presente com alegria, viveu o futuro com esperança. Se o valor de uma história está no modo como ela termina, a história de Jacó termina com um coração cheio de gratidão ao Senhor. “A mim, que não tinha mais a esperança de rever teu rosto, eis que Deus me concede a bênção de ver até teus descendentes!” (Gn 48.11).

Tão comovente como a história de José é perceber a gratidão do velho Jacó.

O Cristianismo da pureza

0 Depoimento(s)
A vida é tão curta e nós tão frágeis. Deveríamos aproveita-la mais nos ocupando das coisas realmente importantes.  Via de regra o cristão deveria ser feliz. Feliz porque tem uma nova vida a qual nunca se acaba. Uma vida que começa aqui e vai à eternidade. Contudo, como ser feliz neste mundo? Ou melhor, como ser um cristão puro diante de um mundo contaminado? Como ser puro diante de igrejas que se deixam contaminar pelos valores mundo?

Pureza, simplicidade e humildade. “Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele”. (Marcos 10.15).

O Cristianismo puro é simples como é um menino. O cristianismo puro/autêntico é vivido por um coração puro. O Cristianismo puro/verdadeiro é vivido com humildade. Afinal, quantos têm condições de perceber as malícias e artimanhas deste mundo? Quantos percebem a volúpia dos corações de seus líderes? Isso pouco importa! Se o homem pode fazer bem e não faz, peca. Contudo, o cristão humilde sabe discernir uma coisa da outra pela razão? Só pelo Espírito.

É o Senhor quem dá dons a quem Ele quer. Ai daqueles que têm o dom de governo e não governam. Ai daqueles que têm o dom de pastoreio e são mercenários. Ai dos que têm o dom de mestre e não ensinam. Cada dará conta de si e estes darão conta também dos que lhe foram confiados. “E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá”. (Lucas 12.4b).

É preciso ser como um menino para viver o Evangelho de Cristo. É preciso depender como um menino, orar e chorar como um menino. É preciso ter a pureza, a franqueza, a alegria e a simplicidade de um menino. Por isso, não importa ao cristão puro/íntegro os desvios dos outros. O que importa é guardar o seu coração reto diante do Senhor! Simplicidade, é isso que Ele nos pede. “E que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6.8c).

Talvez alguém pergunte: - E as agruras da vida? O que fazer num mundo mal e violento? Respondendo com outra pergunta: o que fazer? Matar, morrer? Não, viver!

Portanto, viva e deixe viver! A vida é dura e também bela.
Viver uma vida justa, simples e humilde diante de Deus. Essa é a teologia de Jesus, este é o cristianismo puro que Ele nos ensinou. As demais coisas são importantes (os desvios de pessoas mal intencionadas), mas não são as essenciais.

3 de outubro de 2015

O culto como um texto

0 Depoimento(s)
Quando olhamos para um culto, com as partes que o compõem, a forma como se desenvolve e os objetivos que procura alcançar, percebemos a grande semelhança que ele conserva com um texto. Daí podermos desenvolver a ideia de culto como um texto.

Ao pensarmos num livro, por exemplo, que é um texto mais elaborado, percebemos nele uma série de elementos que não constituem o texto, propriamente, mas funcionam como acessórios, que entre outras funções preparam o leitor para o conteúdo principal, que virá a seguir. Passamos pela capa, contracapas, orelhas, dedicatórias, agradecimentos, prefácio, antes de iniciarmos a Introdução. E o que isso tem a ver com o culto? A resposta é simples: nada. Na realidade, podemos afirmar que esses elementos assemelham-se àqueles que devem ocorrer no momento que aqui denominamos de Pré-culto, aquele espaço de tempo que dedicamos às boas-vindas, cumprimentos, abraços, avisos, informações, promoções, vídeos,   que precedem o culto propriamente dito. É o único momento de informar que o livro mais recente do pregador e o CD do cantor convidados estarão à venda após o culto. Neste espaço só não cabe fazer aquelas perguntinhas óbvias, que não merecem resposta, nem recriminar os irmãos, perguntando-lhes se não tomaram café, por não terem dado uma sonora resposta a um cumprimento. Nos tempos atuais, de tantas tecnologias, uma boa prática é transformar em vídeo tudo o que for possível, para tornar o pré-culto bem objetivo e enxuto.

Encerrado o pré-culto, o ideal é que haja algo que deixe bem marcada a transição para o culto. Um tempo de oração silenciosa, por exemplo, uma música com letra em língua portuguesa que seja bem conhecida, que propicie a reflexão, algo que prepare o fiel para cultuar.

O culto como um texto começa a ser preparado bem antes de sua realização. Quando o pastor, ou o responsável por pregar nos cultos, elabora o seu plano de pregação, ele escolhe o tema de cada sermão e o(s) texto(s) bíblico(s) que servirá(ão) de base para cada um. De posse dessas informações, o responsável pela elaboração das ordens de culto prepara cada uma de forma tal que todo o culto caminhe para a consecução daquele(s) objetivo(s) que o pregador deseja alcançar ao fim de sua mensagem. Para isso essa pessoa seleciona outros textos bíblicos relacionados ao tema já definido, bem como as músicas que serão cantadas. Aqueles que forem convidados para participações especiais, como cantores e grupos, devem ser orientados a escolher músicas dentro desse mesmo tema. No culto como um texto cada participante tem sua função específica: dirigentes dirigem o culto e os cantos da congregação; cantores apenas cantam; pregadores pregam. (grifo nosso).

É na preparação da ordem do culto que aquele que a elabora pode perceber a grande semelhança entre texto e culto. Tudo começa com o tema proposto pelo pregador. A partir daí, ao elaborar a ordem de culto, ele pensa na Introdução e no Desenvolvimento que conduzam à Conclusão, que virá ao fim da mensagem. Além desses três elementos básicos do texto, o culto precisa de Coesão, Coerência e Argumentação.

A função do dirigente do culto é muito importante, pois é ele que “costura” cada uma dessas partes, para que elas constituam um todo harmônico que prepare a congregação para a mensagem que será entregue pelo pregador. Para isso ele deve estudar cada texto bíblico que será lido, cada música que será cantada pela congregação, para estar preparado e tenha o que dizer. Em momentos de descontração, seminaristas costumavam citar uma regra da homilética, criada por eles, naturalmente: “Quando o seu argumento for fraco, dê um grito e um soco na mesa”. Isso nos remete ao texto de 1Reis 19.11,12, em que lemos: “o Senhor não estava no vento”... “o Senhor não estava no terremoto”... “o Senhor não estava no fogo; e ainda depois do fogo uma voz mansa e delicada... Que fazes aqui, Elias?”. A voz mansa e delicada é muito mais propícia à reflexão, ao louvor, à adoração, mas tem estado ausente em muitos dos nossos cultos. Quando a Bíblia não entra na ordem do culto, e quando o dirigente não estuda o conteúdo do que a congregação canta, o grito parece a alternativa natural. com Igrejas do século 21 correm o sério risco de confundir templo com arena, culto com show, e congregação plateia.

Ainda em relação às músicas cantadas pela congregação, é preciso destacar o papel dos instrumentos. Assim como uma moldura em um quadro, os instrumentos devem ter a função de destacar o canto, as vozes, e não competir com elas. O primeiro plano deve ser sempre o das vozes, enquanto, ao fundo, os instrumentos devem emoldurá-las, pois é nas vozes que se encontra a mensagem, que por sua vez conduz o desenvolvimento do culto em direção ao seu objetivo (estamos pensando aqui no “culto racional!”). É comum o uso do playback em substituição aos instrumentos, mas é preciso treinar os operadores de som para que eles não o transformem em “playfront” como costuma acontecer.

Todo culto deve ter a característica de ser saudável. Neste sentido, a ordem de culto deve prever os momentos em que a congregação permanecerá de pé, cuidando que estes não sejam demasiadamente longos nem repetitivos, tendências comuns atualmente. A sonotécnica, por sua vez, deve exercer um papel relevante: o de controlar a intensidade do som dos instrumentos e dos microfones. “De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o limite suportável para o ouvido humano é 65 decibeis. Acima disso, o organismo começa a sofrer. Para salas de aula, a Associação Brasileira de Normas Técnicas estipula que o limite tolerado é de 40 a 50 decibeis. Esse índice, aprovado por resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), tem força de lei” [confira]. Em nossos dias, quando observamos um enorme apreço pelo barulho, nossas igrejas parecem não estar preocupadas, neste particular, com a saúde de seus fiéis. Para tirar a dúvida, basta uma simples medição.

Nada desqualifica tanto um texto quanto erros gramaticais grosseiros em seu interior. Por isso é importante prestar atenção não só ao conteúdo mas também à forma do que projetamos em nossas telas.

Precisamos criar a cada dia maior intimidade com bons textos para que achemos natural pensar em culto como um texto. Pensar e pôr em prática.

Fonte: www.prazerdapalavra.com.br

9 de agosto de 2015

Pai é PAI e não ajudante da mãe!

0 Depoimento(s)

Por Içami Tiba

Paternidade é uma função própria do pai, com direitos e obrigações familiares importantes. Pai não é coadjuvante da mãe, é seu complementar.

A mãe costuma pedir ajuda ao pai: Ajude aqui, por favor, fique um pouco com as crianças! Ele acha que está apenas ajudando a mãe e não se sente fazendo a sua parte. Muitos pais nada fazem enquanto suas mulheres não pedem. Para os filhos não interessa se é a mãe que está muito ativa ou se o pai é muito passivo. O que eles precisam é de pai e de mãe. Neste ponto, alguns pais reclamam que suas mulheres os tratam como se fossem filhos.

Paternidade é a atitude de estar pronto a atender seus filhos, sem esperar que a mãe peça.
Um pai acomodado, além de não ser um bom exemplo na família, estimula o filho a explorar a mãe. Numa família assim pode se estabelecer uma confusão entre pai acomodado/pai bonzinho e mãe ativa/mãe rabugenta – quando na realidade o pai é negligente e a mãe ativa é obrigada a cobrar as obrigações de todos.

Fica muito clara esta situação quando uma mãe reclama que ela é a “pãe” da família. Ela tenta preencher também as funções de pai, o que é quase impossível.

Há muitos homens, no entanto, que já assumem bem mais seu papel. Muito longe de querer substituir a mãe, eles querem tomar parte na educação do filho. Reparei em um passageiro que, em pleno voo, trocava as fraldas de seu bebê, que deveria ter um ano de idade. A mãe não estava presente. Um bebê cuidado pela mãe e pelo pai cresce com menos preconceitos e com menos machismo. Aquela família parece estar desenvolvendo a Alta Performance.

*Içami Tiba: Psiquiatra, escritor e o educador com mais de 40 livros sobre o assunto entre eles os best-sellers “Quem ama, educa!” e “Limite na medida certa”.

26 de junho de 2015

Quem sabe faz a “obra”, não espera acontecer

0 Depoimento(s)
Após seu aprendizado Apolo desejou viajar para região da Acaia (onde ficava a igreja de Corinto), por isso "os irmãos o animaram e escreveram aos discípulos solicitando que o recebessem". Aquele que antes conhecia apenas o batismo de João, agora, provava "por meio das Escrituras, que o Messias é Jesus." (At 18.27-28). Enquanto Paulo preparava Timóteo para a igreja de Éfeso, Priscila e Áquila recomendavam Apolo, o futuro pastor de Corinto.

O que pensava o apóstolo sobre isso? Não sabemos ao certo se eles se encontraram ou não. Também não sabemos se foi Paulo quem recomendou Apolo à igreja de Corinto. No entanto, sabemos que Paulo reconhecia o preparo de Apolo e aprovava o seu ministério. "Quem é, portanto, Apolo? E quem é Paulo? Servos por intermédio dos quais viestes a crer ... Eu plantei; Apolo regou; mas foi Deus quem deu o crescimento." (1Co 3.5-6)

Os anciãos de Éfeso eram maduros o bastante para conduzir a igreja antes da chegada do futuro pastor, Timóteo. Priscila e Áquila os ajudaram nesse processo, pois tinham a visão de Reino e o senso de oportunidade ao capacitarem o jovem Apolo. Além disso, eles contavam com a confiança dos irmãos da região da Acaia e do apóstolo Paulo.

Atos dos apóstolos, com facilidade poderia ter como título: Atos da Igreja. Ela crescia de várias maneiras e em várias direções porque tinha um Corpo maduro. Havia uma clara harmonia entre aqueles irmãos, seja na visão de Reino, seja na confiança mútua, seja na preparação de novos líderes.

Quer fosse o apóstolo, quer fossem os leigos, todos estavam empenhados na edificação da Igreja de Jesus, na sua expansão e na capacitação de líderes que pudessem levá-la adiante. Foi assim que ela cresceu tanto e em tão pouco tempo. Foi assim que ela chegou até os nossos dias.

Paulo, Priscila, Áquila, anciãos e tantos outros, tinham absoluta clareza da missão, bem como a sua urgência. Parafraseando o poeta: "Quem sabe faz a obra, não espera acontecer".

10 de junho de 2015

Gente madura frutifica enquanto edifica

0 Depoimento(s)
Passando por Corinto, Paulo encontra Áquila e Priscila, sua esposa, vindos da Itália porquanto Claudio baixara um decreto intimando que todos os judeus se retirassem de Roma. Percebendo que tinham a mesma profissão, Paulo passa a morar e trabalhar na casa deles fabricando tendas. Algum tempo depois aqueles novos crentes estavam prontos para acompanhá-lo em sua viagem. Passando por Éfeso, Paulo segue viagem, mas deixa o casal na cidade.

“Chegaram então a Éfeso, onde Paulo deixou Priscila e Áquila. ... Assim que chegou a Cesareia, subiu até a Igreja para saudá-la e depois desceu para Antioquia. Havendo passado algum tempo em Antioquia, Paulo partiu dali e viajou por toda a região da Galácia e da Frígia, encorajando todos os discípulos.” (At 18.19,22-23).

A importância de irmãos maduros na fé para igreja é sabida, Antes mesmo dos pastores e Mesmo com os pastores. Gente madura edifica!

Entretanto, enquanto Paulo estava fora, Priscila e Áquila fizeram a mesma coisa que o apóstolo lhes fizera. “Enquanto isso, chegou a Éfeso um judeu, natural de Alexandria, chamado Apolo, homem eloquente e que acumulava grande experiência nas Escrituras. ... E assim que Priscila e Áquila o ouviram, convidaram-no para uma visita à casa deles e lhe explicaram com acerto e clareza o Caminho de Deus.” (At 18.24,26).

Por um lado, eles sabiam a importância da sua fé madura para a igreja de Éfeso; por outro, tinham o mesmo senso de oportunidade de Paulo. O Jovem Apolo “com notável fervor pregava e ensinava com exatidão a respeito de Jesus, ainda que tivesse apenas o conhecimento do batismo de João.” (v. 25). Por isso, o casal apressou-se a ensinar aquilo que havia acabado de aprender a respeito do Messias. Gente madura frutifica!

Portanto, quem tem a fé madura reconhece a sua importância para a igreja local, bem como, está atento às oportunidades que Deus lhes apresenta. Apolo era uma “pedra bruta”, a qual foi “lapidada” por dois leigos, Priscila e Áquila. Gente madura é assim: frutifica enquanto edifica.

2 de junho de 2015

Mesmo com os pastores

0 Depoimento(s)
Movido de grande preocupação, Paulo deixa seu discípulo, Timóteo, em Éfeso. Não era para menos. “Alguns ... se desviaram desses princípios, e se entregaram a discussões sem valor algum, intentando ser mestres da Lei, quando não compreendem nem o que propalam nem os assuntos sobre os quais fazem afirmações com tanta convicção.” (1Tm 1.6-7). De que princípios o Apóstolo está falando? “Da obra de Deus, que tem como fundamento a fé”.

Os desvios daqueles crentes eram tão grandes que Paulo assevera na sua segunda carta: “nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens amarão a si mesmos, serão ainda mais gananciosos, arrogantes, presunçosos, blasfemos, desrespeitosos aos pais, ingratos, ímpios, sem amor, incapazes de perdoar, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, inconsequentes, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus”(2Tm 3.1-4). Como Timóteo deveria agir?

“O que ouviste de mim diante de muitas testemunhas, transmite a homens fiéis e capacitados a fim de que possam igualmente discipular a outros” (2Tm 2.2). A recomendação é clara. 1) Aquilo que ouvistes (akouo: entender, compreender o que foi ensinado) de mim; 2) transmite (paratithemi: a partir [de si mesmo], explica); 3) a homens [ou mulheres] fiéis (pistos: pessoa que mantêm a fé com a qual se comprometeu, digna de confiança); 4) capacitados a discipular (didaskalos: alguém que ensina a respeito das coisas de Deus, e dos deveres do homem) a outros.

Portanto, para manter a igreja viva, Timóteo precisava focar na sã doutrina ensinada por Paulo e precisava lembrar-se da fé não fingida ensinada por sua mãe e avó. Todavia, para resistir aos “homens que tiveram suas mentes corrompidas”, ele precisava contar com pessoas maduras e capacitadas a ensinar a outros acerca da sua fé em Jesus Cristo. A igreja de Éfeso, mesmo com um pastor tão bem preparado, contava com servos fiéis à Palavra e a Missão de Deus

12 de maio de 2015

O que é exortar?

0 Depoimento(s)
“Eu te encorajo solenemente, na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, por ocasião da sua manifestação pessoal e mediante seu Reino: Prega a Palavra, insiste a tempo e fora de tempo, aconselha, repreende e encoraja com toda paciência e sã doutrina” (2Tm 4.1-2).

Esses versículos acompanham o meu ministério desde o Seminário. Na versão mais conhecida lemos: “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes”. Exortar, a mim, parecia ser confrontar, desafiar e até “chamar a atenção” para a Palavra de Deus. De fato, os crentes parecem já saberem tudo da Bíblia ou, por outro lado, esperam que alguém lhes interprete. No entanto, a “longanimidade” já apontava noutra direção. Eu estava enganado e foi na revista da EBD (2014) que descobri o engano. Exortar é “estimular, animar; incutir coragem. Convencer ou tentar convencer, aconselhar (alguém) a (fazer algo)” (Dic. Aulete).

Portanto, exorto (incentivo, encorajo) que você estude, inclusive a Bíblia, inclusive na EBD, porque sempre podemos aprender algo novo que fará diferença nas nossas vidas e na vida do outro. Estimulo que compartilhe o que já sabe com quem sabe menos e, numa via de mão dupla, também se permita aprender. Se faltam valores a essa geração, Deus tem dado tempo e longevidade a quem os guarda, portanto não os guarde para si.

Foi acerca dessas coisas que se referia o conselho do experiente apóstolo Paulo a seu filho na fé, Timóteo. “Porquanto, chegará o tempo em que não suportarão o santo ensino; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, reunirão mestres para si mesmos, de acordo com suas próprias vontades. Tais pessoas se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos” (2 Tm 4.3-4). Faça como Paulo, exorte, encoraje. Deus conta com cada um dos seus filhos e ainda há muito para se fazer, ensinar e aprender.


3 de maio de 2015

Na onda da terceirização

0 Depoimento(s)
Esse é um dos assuntos mais discutidos hoje no país. Mas o que é ter-cei-ri-za-ção? “Terceirização do trabalho: processo pelo qual uma instituição contrata outra empresa para prestar um determinado serviço.” Por várias razões esta prática vem crescendo no Brasil e no mundo: transferir para outras empresas (terceiros) parte do produto ou serviço que era de sua responsabilidade.

Nossa matriz evangélica sempre teve um alto padrão de qualidade em tudo o que fez. Notadamente nós não herdamos esse mesmo padrão. Com frequência ouvimos: “é pra Deus, então está bom”. Não raro vemos literaturas com baixa qualidade (quando não é cópia, e ruim), músicas mal executadas e por aí vai. Mas como resolver?

Terceirizar é uma tendência que vem crescendo nas igrejas. Quem “pode pagar” contrata músicos de qualidade (se cristão ou não, não vem ao caso), contrata Ministro pra tudo e, claro, terceiriza missionários para cumprir o “ide de Jesus”, afinal essa é ordem do Mestre.

O que diz a Bíblia sobre essas coisas? Deus não economizou: “deu o seu Filho Unigênito”. Jesus não terceirizou: “veio para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. Ele também não fez de qualquer maneira: “humilhou-se a si mesmo, entregando-se à obediência até a morte, e morte de cruz.” A cada ano que passa fico pensando na proximidade da aposentadoria. Desejo dar o meu melhor e fazer o máximo que posso, apesar de ser muito pouco diante do que Ele fez por mim. Não desejo enterrar meus talentos nem fazer de qualquer maneira. Almejo gastar-me no serviço do meu Rei. Por outro lado, não intento terceirizar aquilo que entendo ser a minha responsabilidade e a minha missão. Talvez eu seja um sonhador, como ouço muitas vezes. Que seja! Mas penso em Jesus, em tudo que Ele disse e tudo o que Ele fez. A Jesus sigo, não aos modelos e modismos desse mundo.

Enquanto Deus me der fôlego de vida desejo seguir o exemplo de seu Filho. Ameaçado de morte pelos judeus por curar um paralítico no sábado, Jesus respondeu: “Meu Pai continua trabalhando até agora, e Eu também estou trabalhando” (Jo 5.17). Sempre pergunto ao Senhor: o que posso fazer considerando meus “limites e limitações”? Sei que posso fazer mais, muito mais. Hoje, falta-me tempo. Mas, em breve ...



9 de abril de 2015

Tanto para se fazer

0 Depoimento(s)
A história de Lillian Weber, uma senhora de 99 anos do estado de Iowa, nos Estados Unidos, é inspiradora. Ela assumiu o desafio de “costurar um vestido por dia para a associação filantrópica Little Dresses for Africa (Pequenos Vestidos para África), uma instituição beneficente cristã que distribui vestidos para meninas carentes em todo o continente africano.” A meta de Weber é alcançar mil vestidos costurados até o seu aniversário de 100 anos, em 6 de maio de 2015. O mais impressionante é o zelo com que trabalha. Ela admite que poderia fazer dois vestidos por dia, mas “se limita a apenas um, já que prefere customizá-los com bordados e uma série de intrincados detalhes.”

No Brasil, a Segunda Igreja Batista do Plano Piloto (SIBPP), em Brasília, assumiu o compromisso de fazer os uniformes das crianças da Escola Batista de Bafatá, na Guiné-Bissau. A escola criada por missionários (onde não havia escola) despertou o desejo no coração daquelas mulheres de participar. Diariamente a equipe trabalha na confecção dos uniformes. O pastor, fundador da missão, relatou certa vez que as camisas precisam ser vigiadas quando são lavadas. Se forem deixadas secando sozinhas elas serão roubadas dada à importância da escola naquela comunidade. Curiosamente estes uniformes custam (para igreja) R$ 30,00 cada um.

O valor não está nos tecidos, sejam dos vestidos das meninas, sejam nos uniformes escolares. O valor está no trabalho e no significado para quem recebe as roupas.

O desejo de Lillian Weber “é que as meninas que recebem seus vestidos tenham orgulho de si próprias e se sintam bonitas”. Orgulho semelhante sentem as crianças da escola de Bafatá.

Costurar roupas; algo aparentemente simples, mas capaz de abençoar tantas pessoas. Juntar peças de tecidos de pouco valor, mas que trazem sentido à vida de pessoas conhecidas, como a senhora Lillian, lá do Iowa, e pessoas anônimas, como as mulheres, lá de Brasília.

Histórias assim me fazem pensar: há tanto para se fazer no Reino de Deus. E, me fazem perguntar: como posso usar meus talentos para abençoar vidas como fazem essas mulheres?

“Eu devo fazer as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9.4).

Fontes: http://awebic.com/pessoas/senhora-99-anos-costura-um-vestido-por-dia http://www.sibpp.org.br/index.php/inicio/101-uniforme.html


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...