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20 de outubro de 2018

O que é certo?

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Muitas vezes nos perguntamos: Como saber qual o lado certo? Como decidir corretamente diante de situações difíceis? Quais as melhores escolhas a se fazer? É tão difícil saber qual o melhor caminho a seguir. Afinal, o que é o certo!?

Será que:
1-Minhas palavras e atitudes geram e garantem a vida?
Então, devo estar do lado certo.

2-No íntimo dos meus pensamentos (no fundo da consciência) estou disposto a abrir mão dos meus diretos daquele que tem menos do que eu?
Então, estou do lado certo.

3-Sou capaz de entregar a minha própria vida para que um completo estranho continue vivendo?
Então, Cristo vive mim.

"Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos." (Marcos 10.45)
O certo é certo. Sempre!

16 de outubro de 2018

Direitos Humanos - um princípio divino

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A ordem de culto da Junta de Missões Nacionais, com foco nos excluídos, faz menção a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) de 1948 que completa 70 anos em 2018. Tudo começou durante a Segunda Guerra quando os aliados (países que lutaram contra o Nazismo e o Fascismo) adotaram as Quatro Liberdades: liberdade da palavra e da livre expressão, liberdade de religião, liberdade por necessidades e liberdade de viver livre do medo. O primeiro rascunho da Declaração foi escrito pelo jurista canadense John Peters Humphrey. A maior preocupação da ONU era com a barbárie que levou a morte de dois terços dos judeus na Europa (6 milhões) durante a Segunda Grande Guerra. “Nós os povos das Nações Unidas estamos determinados a salvar as gerações futuras do flagelo da guerra, que por duas vezes na nossa vida trouxe incalculável sofrimento à Humanidade”.

O Brasil, que assinou acordo com a ONU, celebra, também este ano, 30 anos da Constituição Cidadã (1988), assim chamada porque foi a que mais avançou nas áreas dos direitos sociais, sobretudo no direito aos excluídos: tema da Junta. Na Constituição estão garantidos muitos direitos defendidos pela Declaração. O direito à propriedade privada e à liberdade religiosa (Arts. 17 e 18 da Declaração) são alguns exemplos. O direito à vida, a liberdade, a dignidade, a justiça, a propriedade etc. são valores defendidos também na Escritura Sagrada.

O Senhor condena a tortura (Êxodo 21.27), deseja a prática da justiça (Miquéias 6.8), afirma que a terra a Ele pertence, por isso traz a chuva e o sol para justos e injustos (Mateus 5.45). O Pai, sabendo o quanto o homem não o compreendia, enviou, por fim, o Filho. Enviou como homem para nos ensinar a plenitude da nossa humanidade, o amor. Jesus se entregou à tortura e à morte por amor a todos os homens, bons e maus (ou seriam todos maus?). No entanto, em Jesus, o Direito Humano se converte em um amor radical. Um amor que somente os filhos de Deus conhecem.

“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5.44)

25 de agosto de 2016

Alguma coisa está muito errada com esse nosso Evangelho!

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Era madrugada e, antes retornarmos, decidimos parar pela primeira vez naquela calçada. De repente, alguém do grupo nos chamou para orarmos por Lorelaine (nome fictício), uma jovem gestante.

– Para quando é esse bebê?

– Para o mês que vem, respondeu-me com um sorriso aberto.

Ela parecia animada com a chegada da criança enquanto eu, pai de duas meninas, mal pude disfarçar minha preocupação.

– Onde ele vai nascer?

– No Carmela Dutra, disse ela cheia de confiança e sorridente.

Sem mais, oramos pela vida da mãe e do bebê pedindo ao Senhor que tudo corresse bem para ambos. Terminada a oração, ela nos agradeceu, se afastou um pouco e foi deitar no seu papelão cobrindo a cabeça com um cobertor. Alguém do nosso grupo, que conversava com ela há mais tempo, comentou: “Vai dormir feliz hoje porque está com a barriga cheia”.

Lorelaine foi a última pessoa com quem falamos naquela madrugada e, talvez por isso, a lembrança daquele encontro esteja tão viva. A imagem de uma jovem feliz pelo alimento de uma noite; animada com a chegada do filho e; tranquila ao deitar-se, ali, no papelão, protegida por um simples cobertor, dividindo o espaço com outros que fazem da calçada o seu quarto.

Muitas são as razões e experiências que levam as pessoas a viverem nas ruas do Rio de Janeiro. No entanto, momentos como estes são chocantes, mesmo quando a pessoa se sente feliz e tranquila. É o tipo de experiência que deixa marcas profundas no nosso coração. Não consigo parar de pensar naquela jovem gestante e no futuro provável que dará ao seu filho: viver nas ruas dependendo da caridade dos outros.

Das tantas perguntas ou respostas possíveis às situações desse tipo, uma é demasiada incômoda. O que será que está errado com esse nosso Evangelho? Porque sobre uma coisa não há qualquer sombra de dúvida: esse Evangelho que pregamos não está fazendo diferença, ou fazendo muito pouca, na sociedade em que vivemos.

“Então, dirá o Rei a todos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, abençoados de meu Pai! Recebei como herança o Reino, o qual vos foi preparado desde a fundação do mundo. Pois tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber; fui estrangeiro, e vós me acolhestes.” (Mt 25.34-35)
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