Na primeira vez, a pergunta foi destinada a João Batista com relação ao batismo. Ora, se ele mesmo confessava não ser nem o Cristo, nem Elias, nem um profeta “...Por que batizas...” (Jo 1,25). O leitor mais atento verá que não encontramos a palavra autoridade neste texto (Jo 1.19-25), entretanto, esta ideia está embutida no contexto como também reforçam as palavras de Jesus com relação a este mesmo batismo praticado por João (Mc 11.30; Mt 21.25 e Lc 20.4).
Na segunda vez a pergunta, ainda que não tenha sido a última, foi direcionada a Jesus. “E lhe disseram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? ou quem te deu tal autoridade para fazer estas coisas?” (Marcos 11.28).

É preciso separar de que autoridade está se falando. Existe a autoridade dada pelos homens, ora pela vontade de Deus, ora pela vontade do próprio homem (permissão de Deus e não vontade d’Ele). Existe também a autoridade dada diretamente por Deus e era justamente essa a que incomodava àqueles religiosos.
Veja que Jesus conhecia bem os dois tipos de autoridade. “O batismo de João era do céu ou dos homens? respondei-me.” (Mc 11.30). Que pergunta embaraçosa! Se respondessem "do céu" Jesus lhes diria: “Então por que o não crestes?” (Mc 11.31c). Se respondessem “dos homens” a multidão se voltaria contra eles porque “todos sustentavam que João verdadeiramente era profeta.” (Mc 11.32b).
Parece-me que em nossos dias esta mesma crise está instalada, tanto na vida secular quanto na vida religiosa. É muito frequente alguém se faz valer de sua "autoridade" como se ela tivesse sido dada diretamente por Deus ou pela vontade d’Ele. E não raro tanto leigos quanto religiosos confundem os dois tipos de autoridade.

"Holy Scripture, the Word of God, carries the full authority of God." (Divine authority)
Como é bom sermos livre para examinarmos as Escrituras e conduzimos as nossas vidas e as nossas ações por Ela e não pelas normas de homens que, por mais consagrados que sejam, podem falhar. Que bom não dependermos de uma "infalibilidade Papal" para nos guiar. Que bom é, termos a consciência que nossos líderes também são homens como nós cuja autoridade está fundamentada na perfeita submissão à Palavra de Deus.
Precisamos nos aprofundar no conhecimento das Escrituras e depositarmos n’Ela nossa confiança porque Ela é a nossa única fonte de autoridade. Caso contrário, repetiremos as mesmas perguntas dos religiosos daquela época. E como eles erraremos por não sabermos com que autoridade fazemos tais coisas.
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A partir do momento que deixo de acreditar que a Palavra é realmente autoridade, também, começo a pensar que meus pais também não têm assim tanta autoridade sobre mim, penso também que o governo não merece a autoridade que diz ter, que a polícia...oba!! Sou livre para fazer tudo!! Ihh! os outros também pensam assim? Ah, mexeu comigo!! Quero minha autoridade de volta! Mas, já é tarde!
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